DISCURSO DE AGRADECIMENTO DA FUNDAÇÃO BALDOÍNO – Por Kátia Guedes de Azevedo

Boa noite a todos!

Quero cumprimentar a todos os presentes; autoridades, representantes da Academia de Letras de Itabuna, presidente, diretores, voluntários e demais convidados.

É com imensa gratidão e alegria que me coloco hoje para falar em nome de todos os que foram tocados pela nobre missão da Fundação Dr. Baldoino. Em nome do Instituidor, Baldoino Lopes de Azevedo, creche, diretores, conselheiros, voluntários, e crianças e principalmente os idosos, que são a razão de tudo isso.

Há quase 40 anos, a Fundação Baldoíno tem sido um farol de esperança e dignidade para inúmeras famílias. Em abril de 1985 começou a atuar com crianças, criando então a Creche Pequeno Lar, passado algum tempo depois a ter a parceria do Estado, na Escola Estadual Dr. Anibal Muniz Silvany, homenagem feita a seu orientador na anatomia patológica. Sentindo a necessidade de retribuir o cuidado que recebeu ao ir estudar em Salvador, veio a criar o abrigo Lar dos Idosos, hoje denominada ILPI. A Fundação também prestou auxílio a portadores de neoplasias através da Casa de Apoio, assim como aos portadores de HIV.

Hoje, mantemos em funcionamento apenas a creche Pequeno Lar (em parceria com o município) e a ILPI com 59 internos, atendendo na creche 106 crianças de 2 a 4 anos.

Na ILPI nem todos são pessoas idosos, 08 albergados têm menos de 60 anos e possuem patologias diversas.

Não se trata apenas de um espaço físico, mas de um verdadeiro Lar, onde cada pessoa é vista, ouvida e valorizada. A dedicação de cada voluntario e funcionário é prova de que a empatia e o carinho podem de fato transformar vidas.

Nossos idosos são a nossa história viva. São eles que carregam as memorias, as tradições e a sabedoria que moldaram nossa comunidade. Itabuna é um município com grande numero de idosos, em torno de 30 mil pessoas. Segundo o ultimo censo, mais de 17% da população esta inserida nos 60+. Precisamos de politicas públicas que envolvam aspectos de saúde e assistência social, com serviços oferecidos pela prefeitura e instituições especializadas.

A realidade do envelhecimento populacional no Brasil com seus desafios estruturais, também se reflete no crescente abandono e necessidade de adaptação dos serviços do município a demanda de uma população que envelhece rapidamente, exigindo ações e serviços como centros de referência em saúde e assistência em ILPI”s.

A Fundação Dr. Baldoino não apenas cuida deles, mas nos lembra da importância de honrar e respeitar essa valiosa etapa da vida.

Trabalhamos em prol de manter a dignidade e a qualidade de vida dessas pessoas. Não podemos parar, precisamos da ajuda da sociedade para continuarmos com nossas ações.

A Instituição nos inspira a olhar para o futuro com mais esperança. O que fazemos hoje para os nossos idosos, construímos para a nossa própria velhice e para os nossos filhos. Que esta homenagem sirva como um lembrete de que o verdadeiro valor de uma sociedade se mede pela forma como ela trata seus membros mais vulneráveis.

Mais uma vez nosso muito obrigada a todos.

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Discurso da Presidente Raquel Rocha na Solenidade de Outorga da Medalha Jorge Amado 2025

Senhoras e senhores, boa noite.

Mais uma vez, a Academia de Letras de Itabuna (ALITA) se reúne para celebrar e para afirmar publicamente aquilo em que acreditamos: a cultura transforma, a educação liberta e o cuidado com o outro é uma das mais nobres formas de existência.

Hoje realizamos a segunda edição da Medalha Jorge Amado, nossa mais alta distinção, idealizada pelo escritor Cyro de Mattos, presidente de honra da nossa instituição.  Sua sensibilidade e visão de futuro nos trouxeram este gesto simbólico e profundo: homenagear, anualmente, personalidades e instituições que dignificam a arte, a ciência, a cultura e o compromisso humano.

Essa medalha é um símbolo carrega o nome de Jorge Amado e, com ele, a alma da nossa região, a força da literatura, o olhar para os invisíveis e a defesa dos valores que constroem uma sociedade mais justa e sensível.

No ano passado, homenageamos a professora Renée Albagli, ex-reitora da UESC, por sua contribuição histórica à educação superior, e a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, por sua atuação centenária no cuidado com a saúde dos mais vulneráveis.

Neste ano de 2025, temos, mais uma vez, a honra de homenagear dois nomes escolhidos com sabedoria. Ambos indicados por Cyro de Mattos e aprovados por unanimidade pelos membros da Academia: a Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo e o escritor Jorge de Souza Araújo.

A Fundação Dr. Baldoino nasceu de um gesto de gratidão. Dr. Baldoino, médico e homem de fé, transformou sua trajetória pessoal em uma missão social. O que começou com uma creche, logo evoluiu para o acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade. Hoje, o Lar dos Idosos, mantido com dificuldades e amor, abriga dezenas de vidas que ali reencontram dignidade, afeto e paz. É um espaço de humanidade, onde se cultiva o respeito à memória, às histórias e à espiritualidade.

Já o professor Jorge de Souza Araújo é um intelectual de grandeza rara. Poeta, ensaísta, educador e pensador, autor de quase 50 livros, é uma referência da literatura brasileira e um mestre do pensamento crítico e humanista.  Sua obra transita entre o sertão de sua Baixa Grande natal e os grandes temas da cultura ocidental, com densidade ímpar. Jorge não apenas escreve, ele pensa com o coração e sente com a razão. Ao recebê-lo aqui hoje, celebramos sua obra, sua presença entre nós e seu exemplo de intelectualidade comprometida com o humano.

Senhoras e senhores, esta comenda carrega consigo o nome de Jorge Amado, mas também o sopro de tantas vozes que, como ele, narram, cuidam, acolhem, educam e transformam. A ALITA, por meio da Medalha Jorge Amado, faz mais do que homenagear: ela perpetua histórias que merecem ser lembradas e replicadas.

Parabenizo com emoção os homenageados deste ano e agradeço ao querido Cyro de Mattos por sua iniciativa brilhante, que já se consolidou como um dos momentos mais significativos da nossa vida acadêmica e cultural.

Muito obrigada a todos. Que esta noite seja mais uma página bela na história de nossa cidade e da nossa Academia.

Raquel Rocha

23 de outubro de 2025

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Medalha Jorge Amado 2025

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) realizou, no dia 23 de outubro de 2025, no auditório da UNEX – Centro Universitário, a segunda edição da Cerimônia de Outorga da Medalha Jorge Amado, consolidando este momento como um dos mais significativos do calendário da instituição.

A comenda, idealizada pelo escritor Cyro de Mattos, presidente de honra da ALITA, é a mais alta distinção concedida pela ALITA e tem como objetivo homenagear personalidades e entidades que se destacam por suas contribuições relevantes à arte, à cultura, à educação e ao compromisso social.

A edição de 2025 homenageou a Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, pelo trabalho filantrópico e humanitário realizado junto a idosos em situação de vulnerabilidade, e o professor Jorge de Souza Araújo, escritor, ensaísta e professor universitário com quase 50 obras publicadas.

A cerimônia foi marcada por uma atmosfera intimista e afetiva, reunindo autoridades, membros da ALITA, intelectuais, familiares e convidados especiais. O discurso de homenagem à Fundação foi proferido pelo acadêmico Silvio Porto, enquanto a homenagem ao professor Jorge de Souza Araújo foi escrita pelo acadêmico Ruy Póvoas e lida pelas alitanas Margarida Fahel e Maria de Lurdes Neto Simões.

A presidente da ALITA, Raquel Rocha, conduziu a abertura dos trabalhos destacando que “a medalha Jorge Amado é um símbolo do reconhecimento público a trajetórias que transformam o mundo pela cultura, pela palavra e pelo cuidado com o outro”.

Além das homenagens do ano, a cerimônia contou com a entrega da medalha definitiva em metal ao agraciados da edição de 2024, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, representada pelo médico André Wermann.

Ao final, os homenageados expressaram, em discursos comovidos, a alegria e a honra de receberem uma distinção que leva o nome de um dos maiores escritores brasileiros. O professor Jorge Araújo destacou o valor da palavra como força humanizadora, enquanto a representante da Fundação, Katia Guedes, agradeceu o reconhecimento ao trabalho diário de cuidado e dignidade com os idosos.

A noite foi encerrada com a tradicional foto oficial dos membros da ALITA e um coquetel de confraternização, selando o espírito de carinho e amizade que permeou todo o evento.

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Projeto Videopoema Alitano 

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) vem desenvolvendo com entusiasmo o Projeto Videopoema Alitano, lançado em julho de 2025 com o propósito de divulgar a produção literária dos seus membros por meio da arte audiovisual.

Idealizado pela presidente Raquel Rocha, o projeto transforma textos em poesia e prosa em vídeos declamados pelos próprios autores, unindo voz, imagem e sentimento. As edições são realizadas com esmero pela estagiária Maria Vitória o que confere qualidade técnica das produções.

Até o momento, já foram publicados oito videopoemas, todos com a participação de membros da ALITA. Sã eles:

Eu Me Lembro, de Heloisa Prazeres

Os Protagonistas da História Grapiúna, de Clóvis Junior

A Gênese, de Ruy Póvoas

Era uma Caixa Tão Velha, de Margarida Fahel

Ode ao Meu Rio Cachoeira, de Sergio Habib

Ventos Gemedores, de Cyro de Mattos

Mudança e Tempo, de Tica Simões

Divino, de Sergio Sepúlveda

O projeto tem sido muito bem recebido e representa uma forma sensível e moderna de divulgar a produção literária grapiúna. “Nosso objetivo é dar asas à palavra e eternizar vozes por meio da sensibilidade e da tecnologia“, afirma a presidente e produtora dos vídeos, Raquel Rocha.

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ALITA inicia projeto “Documentários Alitanos” para registrar memórias dos acadêmicos

No ano de 2024, a Academia de Letras de Itabuna (ALITA) deu início ao projeto “Documentários Alitanos”, uma iniciativa que visa desenvolver uma série especial de documentários biográficos com os membros da instituição. O objetivo é preservar a memória da ALITA, valorizando a história de vida, a trajetória literária e a contribuição cultural de cada membro da instituição.

O projeto foi idealizado por Silvio Porto, diretor de comunicação da ALITA, com produção e direção geral da presidente Raquel Rocha. A direção de fotografia e edição de vídeo está a cargo de Sávio Lawinscky, e a trilha sonora original é assinada pelo músico Lima Junior.

Até o momento, já foram gravados e lançados os documentários de Ruy Póvoas, Lurdes Bertol Rocha, Cyro de Mattos e Marcos Bandeira. Nos filmes, os acadêmicos compartilham suas origens, vivências pessoais e profissionais, experiências com a literatura, a educação, a cultura regional e sua participação na história da ALITA.

A proposta é seguir com as gravações, registrando ao longo do tempo o depoimento de todos os membros da Academia, de modo a formar um acervo audiovisual duradouro, íntimo e acessível ao público. Os vídeos estão disponíveis gratuitamente no canal oficial da ALITA no YouTube.

“Mais do que homenagens, esses registros são legados. Eles inspiram, educam e aproximam o público das nossas letras e dos nossos membros”, destaca a presidente Raquel Rocha.

O projeto integra as ações comemorativas pelos 15 anos da ALITA, a serem celebrados em 2026, reafirmando o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e com a valorização de seus membros e da história literária grapiúna.

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CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL

                      

A Academia de Letras de Itabuna, com sede na Reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), situada à Praça Jose Bastos s/n, Centro, Itabuna Estado da Bahia, por ordem da presidente Raquel Silva Rocha, no uso de suas atribuições, convoca os membros efetivos para a assembleia  geral  ordinária, a realizar-se no dia 11 de novembro de 2025, na modalidade online, 19:30, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta dos votantes e, em segunda convocação, 20:30 com qualquer número de presentes conforme preceitua  o artigo 12, parágrafo único do Regimento da ALITA , com a seguinte Ordem do Dia:

  1. Leitura e aprovação da ata da reunião anterior.
  2. Lançamento do compêndio Biográfico- Volume 1 na Flicacau
  3. Informativo: Medalha Jorge Amado
  4. Formação da Comissão eleitoral para Edital 02/2025
  5. Informativo da Tesouraria: inadimplência
  6. Assuntos gerais (O que ocorrer).

 

Este Edital será publicado no site Academia de Letras de Itabuna.

 

Itabuna, 20 de outubro de 2025

 

Eliabe Izabel de Moraes

Primeira Secretária

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EDITAL Nº 02/2025 – PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO DE MEMBRO EFETIVO

ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA

EDITAL Nº 02/2025 – PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO DE MEMBRO EFETIVO

A Presidente da Academia de Letras de Itabuna, ALITA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, com fundamento nos Artigos 7º a 11 º do Regimento Interno e nos artigos correlatos do Estatuto, torna pública a abertura de inscrições para seleção da cadeira 23, para o processo de seleção de novos membros efetivos, conforme as condições a seguir estabelecidas.

 

  1. DA CADEIRA DISPONÍVEL

A cadeira vaga e seu respectivo patrono:

Cadeira 23- Patrono: Sabóia Ribeiro

 

  1. DO PERFIL ALMEJADO

Pessoas com atuação em áreas relacionadas à literatura, artes e ciências humanas, conforme os objetivos descritos no Estatuto e no Art. 2º do Regimento Interno.

 

  1. DAS CONDIÇÕES PARA INSCRIÇÃO

Poderá inscrever-se o(a) candidato(a) que atender aos seguintes requisitos:

3.1 Ser brasileiro(a) nato(a), naturalizado(a) ou estrangeiro(a) com visto de residência permanente;

3.2 Ter reconhecida atuação no campo literário, artístico ou acadêmico, não sendo obrigatória a publicação de livros.

 

  1. DO PERÍODO E DO LOCAL DE INSCRIÇÃO

4.1 Período de inscrição: de 17 de outubro a 16 de novembro de 2025 (30 dias corridos).

4,2 Forma de inscrição: Envio, por e-mail, de todos os documentos exigidos no item 5, em arquivo único, em pdf, para: alitaitabuna@gmail.com

 

  1. DOS DOCUMENTOS EXIGIDOS

Os documentos deverão ser enviados na seguinte ordem:

a) Ficha de inscrição preenchida (Anexo I);

b) Redação (de 1 a 2 laudas) com exposição de motivos e intenções de integrar a ALITA;

c) Cópias digitalizadas do RG, CPF ou habilitação;

d) Comprovante de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 100,00 (cem reais) via PIX (chave CNPJ: 14583937000141);

e) Comprovante de residência atualizado (emitido nos últimos 6 meses);

f) Currículo com comprovação da atuação literária, artística e/ou acadêmica.

Importante: Somente serão homologadas as inscrições que apresentarem todos os documentos acima, organizados na ordem indicada e enviados em um único arquivo no formato PDF. O envio incompleto ou fragmentado acarretará a eliminação automática da candidatura.

 

  1. DO PROCESSO SELETIVO

O processo seletivo observará o disposto no Art. 7º do Regimento Interno:

 

6.1. Análise documental:

  • Concluído o prazo de inscrição, os documentos serão encaminhados a uma Comissão de Parecer composta por três membros efetivos da ALITA que fará a conferência dos documentos enviados;
  • A Comissão terá até 30 dias para analisar os documentos e emitir parecer técnico sobre os candidatos, sem manifestar preferência por nenhum deles;
  • Estando de posse do parecer técnico da Comissão, a Presidente marcará a data da eleição dentro de 30 (trinta) dias.

 

6.2. Eleição em plenária:

A eleição será realizada em reunião plenária convocada especialmente para este fim, em data a ser fixada pela Presidência, dentro do prazo de 30 dias após o parecer da Comissão;

  • O voto será secreto;
  • Para ser considerado eleito, o candidato deverá obter voto de, pelo menos, metade mais um de Membros Efetivos em pleno gozo dos seus direitos.

 

  1. DA PROCLAMAÇÃO DO RESULTADO E DA POSSE
  • O resultado da eleição será proclamado pela Presidente da ALITA após a apuração e publicado no site https://academiadeletrasdeitabuna.com.br
  • O candidato eleito terá o prazo improrrogável de até 6 (seis) meses para tomar posse em sessão solene. O candidato eleito poderá ser empossado na sede da ALITA ou poderá organizar um evento de posse seguindo os protocolos da Instituição;
  • Caso não tome posse dentro desse prazo, a cadeira será declarada vacante, sem possibilidade de reaproveitamento automático da eleição.

 

  1. DA SESSÃO SOLENE DE POSSE

A posse se dará em sessão pública solene, observando o cerimonial descrito no Art. 11 do Regimento Interno:

  • Uso obrigatório de traje social e insígnia acadêmica por todos os membros presentes;
  • Comissão de acadêmicos para acompanhar, ao recinto, o novo membro eleito;
  • Saudação oficial por acadêmico indicado, com apreciação da vida e obra do eleito;
  • Leitura e assinatura do termo de posse e do compromisso solene;
  • Entrega do diploma, imposição da estola oficial da Academia;
  • Discurso de posse pelo novo membro, focalizando a figura do patrono da cadeira;
  • Pronunciamento da Presidente abrindo e encerrando os trabalhos.

 

  1. DAS OBRIGAÇÕES DOS MEMBROS EFETIVOS

O ingresso na ALITA implica o compromisso de cumprir com os deveres estatutários e regimentais, entre os quais:

  • Conhecer o Estatuto e o Regimento Interno da Academia de Letras de Itabuna;
  • Participar das sessões plenárias e atividades culturais da Academia;
  • Zelar pelo bom nome e fins da Instituição;
  • Manter conduta ética condizente com os princípios da ALITA;
  • Contribuir mensalmente com a Academia, mediante pagamento de quantia financeira, conforme o Art. 13, do Regimento Interno.

 

  1. DISPOSIÇÕES FINAIS
  • A inscrição implica a aceitação integral das condições estabelecidas neste Edital;
  • Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria, com base no Estatuto e no Regimento Interno da ALITA;
  • O não atendimento às exigências deste Edital caracteriza a eliminação automática do(a) candidato(a).

 

Itabuna, 17 de outubro de 2025

Raquel Rocha

Presidente da Academia de Letras de Itabuna – ALITA

 

 

 

ANEXO I – FICHA DE INSCRIÇÃO

 Processo Seletivo para Ingresso de Membro Efetivo – Edital nº 02/2025

  1. Dados Pessoais
  • Nome completo: _________________________________________________
  • Nome literário (se houver): _________________________________________
  • Data de nascimento: /______________
  • Profissão: ________________________________________
  • Nacionalidade: ___________________________________
  • Estado civil: _____________________________________
  • Gênero: _________________________________________
  • RG: __________________________
  • CPF: __________________________
  • Endereço residencial completo: _________________________________________
  • Telefone/WhatsApp: (______) ________________________
  • E-mail: ___________________________________________

 

  1. Declaração

Declaro que as informações prestadas nesta ficha de inscrição são verdadeiras, e que estou ciente de que o não atendimento às exigências do Edital nº 01/2025 implica a eliminação do processo seletivo. Declaro, ainda, que conheço e aceito as normas estabelecidas no Estatuto e no Regimento Interno da ALITA.

 

_______________________________

 

Itabuna, ____ de _______________ de 2025.

 

____________________________
Assinatura do(a) candidato(a):

 

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QUANTO AMOR PODE CABER EM UMA DESPEDIDA? – Por Raquel Rocha

Há histórias que não se medem em números, mas em vidas tocadas. A da Escola Pio XII é uma delas, uma jornada de 56 anos iniciada pelas mãos firmes, humildes e visionárias de Eliabe Izabel de Moraes. E é também com ela que essa história se encerra.

Fundada em 1969 por Eliabe e sua irmã Eliúde, a Pio XII nasceu pequena, com apenas 36 alunos, em uma casa simples, com carteiras feitas pelo pai das duas moças. Mas desde o princípio carregava o amor à educação, o compromisso com o ser humano, a crença de que ensinar é também cuidar, acolher e transformar

Eliabe dedicou a maior parte da sua vida à escola. Educou três gerações. Viu pais voltarem com os filhos, e depois os filhos voltarem com seus filhos. Como diretora, conheceu de perto centenas de famílias. Acompanhou suas rotinas, desafios, erros e acertos. Viu esforços de mães e pais. Angústias, conquistas, momentos de crise e de superação de cada família. Orientou com firmeza e acolheu com empatia. Fez parte da vida de cada uma dessas família, como educadora, conselheira e, muitas vezes, como amiga.

Sou testemunha desse amor e dessa dedicação. Minhas duas filhas estudaram na Escola Pio XII. E, como toda mãe, eu também sentia aquele receio de deixar minhas filhas pequenas longe de mim. Mas na Pio XII eu não sofri, porque sabia que elas estavam seguras e amadas. Essa escola foi mais do que uma instituição de ensino: foi uma extensão da minha família. E sei que foi assim para muitas outras famílias também. O cuidado, a atenção, a presença constante de Eliabe criaram um ambiente de confiança e afeto que nenhuma mãe vai esquecer.

Agora, aos 56 anos de existência, a Escola Pio XII encerra seu ciclo. Não por falta de amor ou de força, mas porque sua fundadora, sem herdeiros para assumir a missão, entendeu que era hora de concluir com alegria e gratidão essa obra de uma vida inteira.

Encerrar esse CNPJ é, na verdade, eternizá-lo. A Pio XII continuará viva na memória dos que por ela passaram, nos ensinamentos deixados, nas amizades cultivadas, nas escolhas de vida que ali começaram. Eliabe encerra a jornada como começou: com coragem, serenidade e amor

Sua história não termina com o fim da escola. Ela permanece onde sempre esteve: no coração de cada aluno que aprendeu mais do que matérias, aprendeu valores. Permanece na cidade que cresceu junto com a escola. E permanece na certeza de que algumas missões são tão grandiosas que, mesmo quando se encerram, continuam a florescer por gerações.

Obrigada, Eliabe.
Por ter começado, sustentado e concluído com tanta beleza uma obra que é, ao mesmo tempo, escola e testemunho de dedicação.

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DISCURSO DA PRESIDENTE DA ALITA EM OCASIÃO DA POSSE DE ADEMILTON BATISTA E JEFFSON BRAGA.

DISCURSO DA PRESIDENTE DA ALITA EM OCASIÃO DA POSSE DE ADEMILTON BATISTA E JEFFSON BRAGA.

Por Raquel Rocha*

Excelentíssimos confrades e confreiras, ilustres autoridades, diletos convidados.

Nesta noite de júbilo e significado, a augusta Academia de Letras de Itabuna acolhe, com reverência e alegria, dois novos confrades que ora se incorporam ao nosso sodalício. Passam a compor este egrégio corpo acadêmico os senhores Ademilton Batista Santos, que ocupará a Cadeira nº 4, consagrada à memória de Helena Borborema, e Jeffson Oliveira Braga, eleito para a Cadeira nº 37, sob o patrocínio de Luiz Gama. Ambas as cadeiras não apenas homenageiam nomes de relevo, mas simbolizam o compromisso com a herança imaterial de nossa gente.

Que os novos imortais, doravante investidos deste dever honroso, saibam guardar com zelo o legado de seus patronos e perpetuar, com sua obra e conduta, a dignidade que se espera de um acadêmico.

Ademilton Batista é homem de sensibilidade aguda, transita entre as artes com naturalidade: a poesia, o rádio, o cinema e a ação social. Ao lado de seu filho, criou o programa Café com Poesia e Cinema e o projeto Poesia que Cura, iniciativas que conjugam lirismo e cuidado, em hospitais, telas e almas. Jeffson Oliveira Braga, por sua vez, é espírito cultivado, afeito à reflexão profunda. Professor, jurista e ensaísta, um homem do pensamento e da escrita. Sua produção acadêmica insere-se nos debates do mundo contemporâneo. É um cultivador da palavra pensada.

Diletos empossados,

A ALITA não é apenas um repositório de nomes ilustres. É uma morada da palavra, um território onde a memória se faz ato, e o verbo, permanência. Esperamos que aqui lancem raízes— e também asas. Que não ocupem apenas cadeiras, mas postos de trabalho e entrega. Que não apenas tragam sua obra, mas também sua disposição de servir à cultura, à literatura e à cidade.

Aqui se trabalha. Com afinco, com esmero, com amor à linguagem e à missão que nos foi confiada. A ALITA é grande e tornar-se-á ainda maior com a presença dos que nela ingressam com humildade e ardor.

Como nos inspira o hino da ALITA, de autoria do estimado confrade Cyro de Mattos, a cidade, conosco, conhece que a vida não é coisa vã, e que é pela palavra, essa centelha divina que nos distingue, que a beleza de cada manhã se anuncia.

Na jornada de cada acadêmico, buscamos voar com as asas da alma, escrevendo páginas que não se apagam, orientadas por razão, emoção e o sentido de viver com amor, pois é assim que se diz, com autenticidade, o que vem do coração.

Sejam, pois, bem-vindos a esta Casa. Que o vosso labor aqui seja fecundo e memorável.

Muito obrigada.

12 de setembro de 2025

*Raquel Rocha é graduada em Psicologia, Comunicação Social (Rádio e TV) e Ciências Econômicas pela UESC, com pós-graduação em Saúde Mental, Neuropsicologia e Terapia Familiar. Possui formação em Psicanálise. Como cineasta, dirigiu diversos documentários premiados. No teatro, produziu e dirigiu peças, e também atua como apresentadora de TV. Tem experiência em divulgação cultural nas áreas de teatro, cinema, música e projetos sociais. Desenvolve pesquisas em Psicologia, Psicanálise, Saúde Mental e Cinema. É membro da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), ocupando a cadeira 25, cuja patrona é Elvira Foeppel.

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DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA 37 DA ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA – Por Jeffson Oliveira Braga

Excelentíssima Presidente, da Academia de Letras de Itabuna, confreira Raquel Rocha  

Digníssimos confrades e confreiras da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, 

Distintos convidados,

Amigos e familiares,

Senhoras e senhores,

A Deus toda honra e glória, pelo desvelar da verdade e alcance da sua graça, hoje posso viver eternamente, condição primeira referente a imortalidade, agora, também, enquanto novo membro da ilustre Academia de Letras de Itabuna – ALITA. É com grande honra, entusiasmo e emoção, ebulição de sentimentos que encontro diante de todos vocês neste momento único. 

Instituição alçada ao título de utilidade pública do município de Itabuna, que representa espaço de preservação, valorização e divulgação da cultura, literatura e história local. Além de ser um importante fórum de diálogo entre intelectuais, escritores e amantes das letras.

Ao assumir esta posição, não apenas acolho a responsabilidade que ela implica, mas também me sinto profundamente grato pela confiança que me foi depositada. Ainda mais, para tomar assento a cadeira 37 desta nobre Academia, que tem como patrono o incomparável Luiz Gama — homem de letras, de luta e de liberdade.

Luiz Gama, tornou-se símbolo pela inquietude por não se conformar ao status quo da hegemonia intelectual brasileira da época, colocando então, enquanto resistência. Foi autodidata, jornalista, advogado e poeta. 

Libertou, com sua pena e sua coragem, mais de 500 pessoas escravizadas. Sua vida é uma devoção e convocação à justiça, ao saber e à palavra como forma de aproximação da verdade. Que honra carregar esse nome como referência de justiça, em tempos de desprezo dos pressupostos epistemológicos da ciência jurídica.

A ALITA, fundada com o propósito de valorizar a cultura literária, preservando e promovendo a produção intelectual da nossa região, é um símbolo do amor pelas letras e pela história de Itabuna. Repito, é um privilégio poder compartilhar este espaço de erudição, sabedoria e reflexão com escritores, poetas, acadêmicos e intelectuais que têm, ao longo dos anos, dedicado suas vidas ao exercício da palavra e ao fortalecimento da nossa identidade cultural.

Humildemente, me coloco à disposição desta academia para seguir o legado daqueles que vieram antes de mim e para, junto aos meus confrades e confreiras, continuar a missão de promover a literatura e as artes em nossa cidade, fortalecendo a região.

Tenho plena consciência de que o papel de um acadêmico vai além da simples produção literária; ele é também um guardião da memória, um criador de pontes entre o passado e o futuro, um facilitador do diálogo entre os diversos segmentos da sociedade. Com isso em mente, comprometo-me a colaborar de maneira ativa nas ações da ALITA, a apoiar novos projetos literários, a fomentar o debate cultural e a disseminar a literatura como um bem essencial à formação do caráter e da cidadania.

Preocupar-se com a memória, o legado, sempre foi uma das primeiras escolhas dos homens virtuosos, quando buscam deixar para posteridade seus feitos.

Desta feita, gosto muito da ilustração, do breve diálogo extraído das narrativas dos eventos da Guerra de Troia da Ilíada, do poeta grego Homero:   

– “O tessálico que vai lutar, com o senhor, ele é o maior homem que já vi. Eu não lutaria com ele”, disse o menino. 

– “Por isso que o seu nome nunca será lembrado” (Aquiles).

Perceba, este singelo diálogo entre um menino, que seguindo ordens de Agmanón considerado o rei dos reis entre os gregos, busca Aquiles para enfrentar um guerreiro da Tessália. A descrição ecoada para posteridade pela deusa que os gregos chamavam de “Mnemosyne”, Memória. 

Esta memória é o canto dos poetas, que registrava e deixava para as próximas gerações, a tradição, como: da Ilíada e da Odisséia, dos Cantos Cíprios e várias outras histórias que marcam nosso imaginário e são ilustradas por filmes como “Troia”.   

O que neste momento trago à tona, são máximas e sentimentos um pouco fora de moda. Sim, isso mesmo, ética, honra e respeito aos que antecederam, os antepassados. 

Certa feita, Bernardo de Chartres cunhou a seguinte frase: “Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”. Apesar de ter ficado famosa e comumente atribuída a Isaac Newton, essa inscrição tem origem no século XII. Este, utilizou a metáfora dos anões estarem sobre ombros de gigantes, que expressa o significado de descobrir a verdade a partir das descobertas anteriores.

Desse modo, acompanhar os trabalhos dos integrantes da ALITA sempre foi um ideal quase romântico, hoje, realidade estando próximo de confrades e confreiras com envergadura intelectual ímpar, expertise, maestria na articulação das palavras eleva todo aquele que se debruça nos escritos de nosso presidente de honra Cyro de Mattos.  

Como Ruy Póvoas em seus escritos marcados, como deve ser, de sua relação com o divino, manifestado em cada estrofe. Dissociar a vida na sua integralidade, desprezando a manifestação cultural, é um tipo de paralaxe cognitiva, um total disparate, como diz Roger Scrutom “a cultura não é um detalhe: é a alma de um povo”. Em Ruy Póvoas, sua alma fica registrada em cada verso.

Finalmente, aos cidadãos de Itabuna, cidade que tanto admiro e que sou privilegiado por ter sido adotado como filho, dedico minha posse como um ato de compromisso com o fortalecimento da nossa identidade cultural e com o desenvolvimento da nossa produção literária. Que nossa cidade continue a florescer como um centro de cultura, sabedoria e criatividade, inspirando as futuras gerações a valorizar o poder das palavras. 

Sempre fui um entusiasta das letras, da arte e cultura. Minha trajetória literária se inicia ainda na tenra infância, aos 7 anos, quando concluir a leitura completa da Bíblia Sagrada, obra que moldou não apenas meu vocabulário, mas sobretudo minha cosmovisão. 

Desta feita, pertencer a ALITA ultrapassa não só a agremiação para produção, artística e cultural, mas, também contrabalancear, frente relativista, que busca desconstruir a alta cultura, deformando consequentemente o imaginário, afetando o desenvolvimento humano. Tenho aqui, amigos, amigas e irmãs, que pertencem a essa confraria, como a confreira Eliabe – somos da Igreja Presbiteriana do Brasil, saudosos professores Marcos Bandeira e Raimunda Assis, reforça a ideia de almejar estar em um lugar, como meu pai dizia: “meu filho, tenha amizade com pessoas melhores que você”. 

Sem saber, sua instrução se aproxima muito no que Aristóteles em sua ética, ao desenvolver seu sistema de virtudes “eudaimonia” (felicidade), entende que seria um tipo de escolha atingido pelo desenvolvimento prático – proceder. Então, aqueles que não tem autonomia suficiente para escolher o que é virtuoso, deve fazer pelo hábito. 

Neste sentido, quando as virtudes vêm por meio do hábito, a busca da felicidade requerer que se faça pela mimesis (imitação) daqueles que tem uma vida virtuosa. Logo, “ter amizade com pessoas melhores que você”, permite elevar o padrão dos comportamentos para o plano da ética, disciplina filosófica prática, que permite a orientação das decisões e ações humanas.   

Ingressar nesta Academia é como retornar ao lar — um lar de ideias, de memórias, de compromisso com a cultura itabunense. Aqui se reúnem os que não permitem que a história se perca, que a literatura se cale, que o pensamento se estanque. 

Sabemos que as letras permitem construir o imaginário coletivo, pedagogicamente instrutivo para a saída da menoridade, como diz Kant, para uma condição de autonomia, reverberada pela projeção intelectual. 

Lembrando que o silêncio é a última fronteira da liberdade. Liberdade essa que só as letras nos permitem ter

Agradeço, com humildade e gratidão:

– Aos ilustres confrades e confreiras, por sua confiança.  

– À minha família, alicerce de minha jornada.  

– Aos meus primeiros mestres e leitores, que regaram as sementes da palavra em minha alma.  

– E sobretudo a Deus, que é o autor da vida e da sabedoria.

Neste momento, firmo o compromisso de zelar por esta cadeira com dignidade, e de honrar o legado de Luiz Gama, promovendo a literatura como instrumento de liberdade, consciência e comunhão.

Que as letras que aqui semeamos germinem não apenas em livros, mas em vidas. Muito obrigado.

 

Itabuna-BA, 12 de setembro de 2025

 

 

 

REFERÊNCIAS

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. Pietro Nasseti. 4 ed. São Paulo: Martin Claret, 2008.

OF SALISBURY, Jonh. THE METALOGION: A Twelfth-Century Defense oh the Verbal and Logical Arts oh the Trivium. Editora Paul Dry Books, 2009.  

SCRUTOM, Roger. A CULTURA IMPORTA: Fé e sentimento em um mundo sitiado. São Paulo, LVM Editora, 2024.  

TROIA. Direção: Wolfgang Petersen | Roteiro David Benioff | Elenco: Brad Pitt, Erica Bana, Orlando Bloom | Título original Troy, 2004, 2h 35min.

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA 37 DA ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA – Por Jeffson Oliveira Braga Read More »