Revista da Academia de Letras de Itabuna – GURIATÃ Nº 8 REGULAMENTO PARA O ENVIO DE TEXTOS

            Atendendo ao artigo nº 26 do Regimento da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, que orienta sobre a manutenção de uma revista como seu órgão oficial de divulgação, estamos solicitando a contribuição dos acadêmicos, mediante o envio de textos de sua autoria, para composição da Revista Guriatã nº 8.

            Considerando que as últimas edições da revista se tornaram muito extensas, trabalhosas e onerosas, especialmente em razão da quantidade e da extensão dos textos recebidos, foram estabelecidos limites para o número de trabalhos e de páginas por autor, buscando manter a qualidade editorial, mas assegurando a viabilidade da publicação.

             A Revista Guriatã nº 8 será destinada exclusivamente à publicação de textos de autoria dos acadêmicos da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, e será constituída pelas seguintes seções:

  • Ensaios
  • Artigos
  • Contos
  • Crônicas Históricas e do Cotidiano
  • Resenhas
  • Poesias
  • Discursos
  • Homenagem ao Patrono
  • Registros de Eventos
  • Quadro Social da Academia de Letras de Itabuna

Pedimos a atenção aos seguintes requisitos antes do envio dos textos à Comissão Editorial

1. Ineditismo

            Serão aceitos exclusivamente textos inéditos, ainda não publicados em livros, revistas, jornais ou outros meios de publicação, permitindo-se, excepcionalmente, os publicados no site oficial  da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

2.  Quantidade de trabalhos

            Cada acadêmico poderá enviar:

·        até 2 (dois) textos em prosa

·        ou até 3 (três) textos em formato de poesia

3.  Extensão dos textos em prosa

            Os textos em prosa deverão ter o máximo de 4 (quatro) páginas.

Os Discursos poderão ter extensão máxima de 5 (cinco) páginas.

Em sendo ultrapassado o número de páginas em sua forma original, o autor deverá resumi-lo antes de encaminhar à Comissão Editorial.

Consideram-se textos em prosa, para fins deste Regulamento: ensaios, artigos, contos, crônicas históricas e do cotidiano, resenhas e homenagens ao patrono

            Todos os textos deverão atender os critérios de formatação estabelecidos neste regulamento.

4.  Formatação dos textos em prosa

            O texto em prosa, identificada a categoria literária, deverá ser justificado e digitado em formato WORD, parágrafos com recuo na primeira linha, espaçamento 1,5 entre as linhas. O título será em negrito e em caixa alta (letras maiúsculas) e o nome do autor alinhado à direita, obedecendo à seguinte formatação, de acordo com as normas da ABNT:

            Papel tamanho A4;

             Margens: superior – 3cm; inferior – 2 cm; esquerda – 3 cm; direita – 2 cm

            Fonte:  Times New Roman, tamanho 12;

            Citações: podem ser entre aspas ou em negrito, no corpo do texto ou no rodapé da página, fonte Times New Roman, tamanho 10, espaçamento simples entre as linhas, constando a referência do autor original;

.           Referências (diferentes fontes de pesquisa): quando bibliográficas, deverão ser dispostas ao final do texto, organizadas em ordem alfabética pelo sobrenome do autor primeiro ou único, nome, título da obra digitado em negrito, edição, cidade, editora e ano. De acordo com as normas vigentes da ABNT.

5.  Formatação dos textos em formato de poesia

            As poesias deverão ser digitadas em formato Word, papel tamanho A4, fonte Times New Roman, tamanho 12.

            O espaçamento entre as linhas e a disposição dos versos serão livres, respeitando-se as características próprias da criação poética e as necessidades da posterior diagramação da revista.

            O título será digitado em negrito e em caixa alta. O nome do autor e o texto deverão estar alinhados à esquerda.

6. Apresentação do autor (minibiografia)

            Cada autor deverá apresentar uma breve apresentação biográfica com, no máximo, 5 (cinco) linhas, em fonte Times New Roman, tamanho 10, espaçamento simples entre as linhas.

            A apresentação deverá ser objetiva, priorizando as informações mais relevantes da trajetória literária, artística, cultural ou acadêmica do autor, evitando currículos extensos.

7.  Responsabilidade dos autores

            As informações e opiniões expressas nos textos, assim como a redação, a revisão e o cumprimento das normas da ABNT para citações e referências, são de inteira responsabilidade dos respectivos autores.

            A Comissão Editorial reserva-se o direito de realizar as adequações previstas neste regulamento, sem que isso transfira para a Revista Guriatã ou para a Academia de Letras de Itabuna – ALITA a responsabilidade pelo conteúdo, pelas opiniões ou pelas fontes de pesquisa utilizadas nos trabalhos.

8.  Requisitos de autoria e originalidade

            Os textos deverão ser de autoria intelectual e efetiva do acadêmico, permitindo-se, na sua revisão, o uso da Inteligência Artificial, apenas na correção ortográfica e na gramatical. O autor deve ficar atento para que a IA não interfira no texto comprometendo seu estilo e a própria autoria.

             Não serão permitidas inserções de trechos de textos originais de outros autores sem a devida referência.

             Os textos poderão ser submetidos a ferramentas de detecção de conteúdo gerado por IA.

9.   Adequação às normas

            Os textos que não atenderem aos requisitos deste regulamento serão devolvidos aos autores para adequação.

            A observância das presentes normas será requisito para que o trabalho siga para avaliação e composição da Revista Guriatã nº 8.

10. Envio dos textos

 Os textos deverão ser encaminhados para o e-mail     revistaguriata@gmail.com   até 09 de novembro de 2026. Os enviados após o prazo estabelecido serão devolvidos aos autores podendo ser publicados em outras edições da Revista.

 

Itabuna, 09 de setembro de 2026.

Cordialmente,

Comissão Editorial Revista Guriatã nº 8

Academia de Letras de Itabuna – ALITA

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Rede-UESC de Museus promove a 20ª Primavera dos Museus entre os dias 21 e 25 de setembro

Universidade Estadual de Santa Cruz
Rede UESC de MUSEUS

 

A Rede-UESC de Museus, em consonância com Instituto Brasileiro de Museus- IBRAM, está propondo 20ª PRIMAVERA DOS MUSEUS, com o tema Museus Para Todas as Pessoas. As atividades acontecerão no período 21 a 25 /09 de 2026. Convidamos a comunidade docente e discente da distinta instituição de ensino para participar deste evento.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

Condições para participação

  1. a) agendamento prévio através do e-mail que está acima, até 16 de setembro;
  2. b) preenchimento da ficha que será enviada por e-mail para escola, após o primeiro contato;
  3. c) para os 05 primeiros colégios públicos inscritos, haverá ônibus para condução dos alunos.

 

Atenciosamente,
Janete Ruiz de Macedo
Coordenadora do Projeto

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CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL DE SETEMBRO

 

CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL 

A Academia de Letras de Itabuna – ALITA, com sede na Praça José Bastos, s/n, Centro, Itabuna, Estado da Bahia, por ordem da Presidente Raquel Silva Rocha, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os membros efetivos para a Assembleia Geral a realizar-se no dia 22 de setembro de 2026, na modalidade online, às 19:30, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta dos votantes, e, em segunda convocação, às 20h30, com qualquer número de presentes, conforme preceitua o artigo 12, parágrafo único, do Regimento da ALITA.

A reunião obedecerá à seguinte Ordem do Dia:

  1. Leitura e aprovação da ata da reunião anterior;
  2. Reforma da nova sede
  3. Inadimplência- Resultado do trabalho da comissão de Inadimplência
  4. Chamada para Guriatã nº8
  5. Assuntos gerais (o que ocorrer).

Este Edital será publicado no site da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

Itabuna, 20 de agosto de 2026

Eliabe Izabel de Moraes

Primeira Secretária

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SONETOS INSPIRADOS EM FERNANDO PESSOA – Por Cyro de Mattos

Cyro de Mattos
I
Digo, nunca fui campeão de nada.
Sou um fraco, sempre tomei porrada.
Ninguém me salva, está na colisão
Do viver com os outros meu coração.
Vejo muitos amigos senhores de tudo,
Ao largo vão como gente sem falha
Enquanto eu, o mais imperfeito, na malha
Da ilusão persigo o mundo que espalha
 Minhas almas nessa hora do café.
No quarto tenho o meu pai, o poema.
Meu jeito de ser só, mas nunca a fama
Quero. Cartas de amor, leais, até
Que me esforço para escrevê-las puras,
Isentas de dor nas pancadas duras.
II
Um doido que estranhou sua própria alma,
Fingidor que, na hora abissal ou pasma,
Como verdade chegou a fingir
Ser dor o que dentro sente; a urdir
Que tudo vale a pena se a alma não é
Pequena, grande ergue-se no poema,
Que o serve de metafísica extrema.
Traduz na frase grave como é
Ser genial, fruto de heterônimos
Em diversos enredos de nós mesmos,
Nas vozes todas em que sonhos pomos.
Triste passageiro, que insone chora,
Esse Apolo no som de sua lira,
Apegado à noite final que o espera.
III
Lá na minha aldeia
Tem um rio só
De sonho, melhor
Que o Tejo, maior
Que o Nilo.  Meu rio,
Que comigo traça
Castelos de amor,
O de minha aldeia.
Brilha volta e meia
Nos cachos do sol,
No leito do eterno
Onde sempre leva
Nas águas correntes
Meus versos com flor.
IV
Tocador de lira.  Cordas sentem
Sustos e surpresas na passagem
Do infante, no íntimo do homem, na vida
Fadada nos desvãos da alma sentida.
É belo o som que vem dessa música,
Fala do tecido duma túnica
Que se mede nas imagens das dores,
Paredes de tristezas e clamores
Misturados do que é, foi e será.
Círculo de tormentos no mundo
Enquanto vê e deste quer falar.
As cartas de amor pulsam em degredo,
Mostram falhas da vida assim disposta,
Dos que vivem sozinhos sem resposta.
V
 Amargura, desgraça, solidão.
Os deuses também moram no meu ermo,
Sabem   do meu fado nesse desterro,
De onde procedo na velha   ilusão
De que tudo emerge dos sentimentos,
Da esperança de fortes movimentos.
Parecem deter-se nessa poeira
Do tempo, rumo à névoa derradeira.
Nunca me querem como um cadáver
Ambulante que procria, incumbem-me
Ser tudo no verbo, como refém,
Dessa hora difícil pra achar a chave
Da vida que por aí vai na asa dessas
Emoções conhecidas como intensas.
VI
Sou um ser interior, demiurgo
E profeta, de lira no meu burgo
O enigma em pessoa, um e vário,
Amarrado nesses nós do mistério.
Criei as odes de Ricardo Reis,
O Álvaro de Campos, também Caieiro,
No tempo sonhos do mundo gravei,
Falei de solidões de amargo travo.
Fiz, como simulador de emoções,
Que gente enxergasse da identidade
Novas cenas, da existência verdade.
Culminei no legado, que, por razões
Do fado, pôs nas zonas da cegueira
Esses ritos de minha canção rara.
VII
Daqui este mar inunda-me de ilhas
Dos que quiseram o sonho, cansaço
A subir das espumas e sabê-lo.
Daqui este mar define-me anseios
Da caravela de onde venho e vou.
Daqui este mar um lugar remoto,
De tanto estar nele o fado a querer
Que eu navegasse atento, sem tremor,
E lambesse o sal de meus sentimentos
Esperançosos de pisar na terra
Que me acenava com as suas riquezas.
Daqui este mar fado vazando as veias,
De repente a Pátria na onda do mito
O azul mais vasto a terra inteira visse.
*Do livro Capanga de Sonetos, mais de 150 sonetos, Editora  via Litterarum, 2023.

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DIA 10 DE AGOSTO: CELEBRAR 114 ANOS DE JORGE AMADO – Por Tica Simões

No dia 10 de agosto, ao celebrarmos os 114 anos de Jorge Amado, reconhecemos a permanência de uma obra que continua a produzir sentidos e que, para além de sua dimensão estética, constitui-se como espaço de memória, identidade e representação de um povo. Cada romance configura uma cartografia cultural na qual o território se converte em linguagem e a linguagem, por sua vez, transforma-se em patrimônio.

É nesse horizonte que a grapiunidade adquire centralidade. Antes de alcançar o mundo, Jorge Amado encontrou, na Região Cacaueira da Bahia, o núcleo de uma experiência humana que marcaria definitivamente sua criação. O universo do cacau, longe de ser simples cenário, configura um território simbólico onde se entrecruzam relações de poder, migrações, conflitos, solidariedades e afetos. A paisagem deixa de ser mero pano de fundo para tornar-se protagonista da história.

A literatura de Jorge Amado demonstra que os territórios são também construções culturais. A Região Grapiúna emerge como espaço de memória coletiva, onde vozes, costumes, saberes e narrativas resistem ao apagamento. Nesse contexto, escrever é preservar modos de existência, reafirmar pertencimentos e transformar a experiência regional em patrimônio da humanidade. Aí reside muito da singularidade de sua obra. O escritor não universaliza a Bahia porque abandona o regional; universaliza-a porque mergulha profundamente em sua cultura. Quanto mais enraizada é sua narrativa, mais ampla se torna sua capacidade de dialogar com diferentes povos e tempos. O local converte-se em linguagem universal.

Os clássicos permanecem porque continuam produzindo novas leituras e novos sentidos. Jorge Amado permanece entre nós não apenas pela força de seus personagens, mas porque sua obra nos convida, continuamente, a revisitar os territórios da memória, a reconhecer a diversidade como fundamento da cultura e a compreender que a literatura é também uma forma de resistência ao esquecimento.

Ao celebrar seus 114 anos, celebramos também a vitalidade da grapiunidade como patrimônio cultural e literário. Nesse encontro entre memória, território e palavra — Cacau, Terras do Sem-Fim, São Jorge dos Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Tocaia Grande —, Jorge Amado permanece vivo, lembrando-nos de que as identidades não se encerram no passado: renovam-se cada vez que a literatura devolve uma comunidade à consciência de si mesma. E sabemos que sua obra atravessa as fronteiras regionais e conta-canta a Bahia.

A permanência da obra de Jorge Amado projeta-se também para além do campo literário. Seus romances transformaram-se em poderosos mediadores da imagem da Bahia no Brasil e no mundo, convertendo a ficção em experiência cultural e turística. Leitores de diferentes países percorrem ruas, mercados, praias, terreiros e cidades movidos pelo desejo de reencontrar os cenários da narrativa. Trata-se de um singular exemplo em que a literatura não apenas representa um território, mas contribui para sua valorização simbólica, sua preservação e o fortalecimento de sua economia criativa.

O turismo literário, nesse contexto, constitui uma forma de leitura do espaço, na qual memória, patrimônio e identidade se entrelaçam, reafirmando a cultura como um dos mais relevantes ativos do desenvolvimento regional. Assim, Jorge Amado, mais do que um grande romancista, afirma-se como um dos maiores embaixadores culturais da Bahia. Sua obra continua atraindo leitores, pesquisadores e visitantes de diferentes partes do mundo, fortalecendo a imagem da Bahia e, particularmente, da Região Grapiúna como território da cultura, da memória e do turismo literário.

Celebrar seus 114 anos é reconhecer que sua literatura permanece viva, renovando, a cada leitura, o diálogo entre o local e o universal e reafirmando que a identidade de um povo também se escreve pela força de suas narrativas.

Maria de Lourdes Netto Simões (Tica Simões)

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NOTA DE PESAR – Emiron Gouveia de Deus (1955-2026)

NOTA DE PESAR
Emiron Gouveia de Deus
25 de setembro de 1955 – 29 de julho de 2026

A Academia de Letras de Itabuna – ALITA manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento de Emiron Gouveia de Deus, comunicador, produtor audiovisual, ator e servidor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), cuja trajetória deixou marcas indeléveis no audiovisual e na formação de gerações de profissionais do Sul da Bahia.
Como chefe dos Laboratórios do Curso de Comunicação Social da UESC, Emiron contribuiu para a formação de váris gerações de estudante, tornando-se referência pela generosidadee pelo permanente incentivo ao cinema em nossa região.
Emiron era um amigo querido, apaixonado pela comunicação, pelo audiovisual e pela atuação. Era daqueles que espalhavam alegria, sempre com um sorriso no rosto, um abraço afetuoso e um bom humor capazes de tornar qualquer ambiente melhor.
Mais do que fazer parte da história da UESC, Emiron faz parte da história de cada estudante que teve o privilégio de passar pelo Curso de Comunicação Social. Seu exemplo de dedicação, acolhimento e entusiasmo permanecerá vivo em todos que com ele conviveram.
Neste momento de dor, a Academia de Letras de Itabuna solidariza-se com seus familiares, amigos, colegas de profissão, ex-alunos e toda a comunidade acadêmica da UESC, rogando a Deus que conceda conforto e serenidade a todos.
Descanse em paz, querido amigo. Sua história continuará inspirando aqueles que acreditam na força da comunicação, da cultura e da arte.

Raquel Rocha
Presidente
Academia de Letras de Itabuna – ALITA

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Acadêmicas da ALITA comentam a obra Ferradas: O Círculo dos Treze — Vila Imperial e Berço do Eldorado, de Gustavo Velôso

O lançamento de Ferradas: O Círculo dos Treze — Vila Imperial e Berço do Eldorado, de autoria do acadêmico Gustavo Velôso, tem despertado o interesse de leitores da história regional. A obra, que resgata importantes aspectos da formação histórica e cultural de Ferradas, recebeu elogios de acadêmicas da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), cujas impressões evidenciam a relevância do trabalho para a preservação da memória e da identidade regional.

A seguir, trazemos o feedback das acadêmicas da ALITA Tica Simões e Lurdes Bertol sobre a leitura da obra:

Tica Simões:

“Parabéns, Gustavo 👏👏👏
Acabei de ler
Ferradas: O Círculo dos Treze — Vila Imperial e Berço do Eldorado. Ressalta aspecto muitas vezes esquecido da história do sul da Bahia, como núcleo pioneiro da ocupação regional, da presença indígena, da abertura de caminhos para o interior e do surgimento da civilização cacaueira.
É obra que contribui para a historiografia regional, por resgatar personagens, povos e acontecimentos que ajudaram a construir a identidade do sul da Bahia. Ao devolver protagonismo a Ferradas, o livro fortalece a memória coletiva e amplia a compreensão das origens da civilização grapiúna.

E Vc bem finaliza: “Que a memória não permaneça confinada às páginas”.”

Lurdes Bertol: 
“Gustavo, como não é um texto acadêmico, você tem liberdade quanto à forma de distribuir o texto, de fazer ou não parágrafos, etc, contanto que siga as normas gramaticais da língua portuguesa.
Pelo que li até agora, a revisão gramatical, de concordância, vírgulas, pontos, pela IA, está perfeita.
Já li todo o texto. Achei uma forma bem original de trazer à tona a história de Ferradas.”

 

 

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NOTA DE PESAR – Paulo Leonardo da Silva (1964-2026)

NOTA DE PESAR

A Academia de Letras de Itabuna – ALITA manifesta profundo pesar pelo falecimento do radialista, apresentador e comunicador Paulo Leonardo, ocorrido no dia 19 de julho de 2026, aos 62 anos.

Paulo Leonardo construiu uma trajetória marcante no rádio e no jornalismo regional, tornando-se uma das vozes mais conhecidas e respeitadas do Sul da Bahia. Atuou nas emissoras Rádio Difusora Sul da Bahia, Rádio Jornal de Itabuna e Rádio Nacional de Itabuna, destacando-se à frente do programa “O Crime Não Compensa”, referência na cobertura policial e líder de audiência por muitos anos.
Também foi fundador, ao lado de seus filhos, do portal Vermelhinho Itabuna, ampliando sua atuação no jornalismo digital e contribuindo diariamente para a divulgação de informações de interesse da comunidade.

Sua partida representa uma perda significativa para a comunicação regional. Sua voz, reconhecida por gerações de ouvintes, e seu compromisso com a informação deixam um legado que permanecerá na memória da imprensa sul-baiana e na história da comunicação de nossa região.

Neste momento de dor, a Academia de Letras de Itabuna solidariza-se com seus familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores, rogando a Deus que conceda conforto e serenidade a todos.

Raquel Rocha
Presidente
Academia de Letras de Itabuna – ALITA

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COLEÇÃO RAÍZES GRAPIÚNAS — SELO FERRADAS: um projeto literário da formação brasileira a partir de Ferradas – Por Gustavo Velôso

A Coleção Raízes Grapiúnas — Selo FERRADAS constitui um dos mais amplos projetos literários e historiográficos dedicados à preservação da memória de Ferradas, comunidade situada no sul da Bahia. Mais do que uma sequência de livros, apresenta um projeto autoral de longo prazo voltado à compreensão da formação histórica, social, cultural, ambiental, econômica e política desse território, compreendido na obra como berço da Nação Grapiúna.

Estruturada em diálogo com a tradição do Modernismo Regionalista brasileiro, a coleção incorpora características como a valorização da identidade regional, da oralidade, dos personagens populares, da memória coletiva e dos modos de vida do interior. Contudo, amplia esse horizonte ao reunir pesquisa histórica, documentação, relatos orais, crônicas, contos, poemas, haicais, ensaios e reflexões filosóficas em um único projeto literário.

Seu eixo central é Ferradas. A antiga vila deixa de ser simples cenário para assumir o papel de protagonista de uma narrativa que acompanha sua formação, sua cultura, seus personagens e sua influência na constituição da região cacaueira e do sul da Bahia. Essa perspectiva alcança expressão particularmente significativa no Volume V – Ferradas: Memória e Alma, que  transforma a experiência cotidiana da comunidade em literatura.

Embora cada volume possua autonomia temática, todos integram um conjunto orgânico, voltado à interpretação de Ferradas como referência para compreender processos mais amplos da formação brasileira. Os volumes publicados abordam temas como história colonial e imperial, expansão econômica, romance histórico, atuação missionária, biografia e filosofia, enquanto os já catalogados em publicação ampliam esse panorama com estudos sobre a República, as ciências sociais, o patrimônio esportivo, a memória literária e a trajetória do próprio autor.

Sob essa perspectiva, a coleção pode ser compreendida como uma obra de literatura regional contemporânea de caráter memorialístico e historiográfico, herdeira do Modernismo Regionalista brasileiro, mas dotada de identidade própria. Seu diferencial reside na construção de um amplo mosaico histórico, cultural e literário que toma Ferradas como ponto de partida para refletir sobre a memória, a identidade e a experiência humana.

Ao dedicar onze volumes a um único núcleo histórico, a Coleção Raízes Grapiúnas — Selo FERRADAS desenvolve um empreendimento incomum na literatura brasileira contemporânea. Afirma-se, assim, como um projeto cultural voltado à preservação da memória e à construção de um legado literário e historiográfico para a história e a cultura do sul da Bahia.

Gustavo Velôso

Ferradense, escritor, membro fundador da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), ocupante da Cadeira nº 15.

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ALITA lança a 7ª edição da Revista Guriatã durante celebração dos 15 anos da Academia

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) realizou, no dia 25 de abril de 2026, o lançamento da 7ª edição da Revista Guriatã, durante a programação comemorativa pelos 15 anos da instituição.

Consolidada como uma das mais importantes publicações culturais da região, a Guriatã reúne textos literários, ensaios, reflexões e produções intelectuais de autores que contribuem para o fortalecimento da literatura e da cultura grapiúna.

Durante a solenidade, a presidente da ALITA, Raquel Rocha, destacou a importância da revista para a missão institucional da Academia: “Para uma Academia, a existência de uma revista não é apenas desejável, é essencial. É por meio dela que a instituição divulga sua produção intelectual e registra sua história.”

Segundo Raquel Rocha, a qualidade alcançada pela Guriatã é resultado de um trabalho coletivo realizado com rigor e dedicação: “Cada edição exige tempo, dedicação, leituras atentas, escolhas criteriosas e um esforço coletivo que, muitas vezes, não se revela plenamente ao leitor, mas que está presente em cada página.”

O editor da revista, Clóvis Góes Júnior, também destacou a relevância da publicação para a literatura regional: “A nossa revista é obra seminal da literatura grapiúna, servindo, inclusive, para estimular e moldar novos escritores, ao dar azo a criativas e refinadas produções.”

Clóvis ressaltou ainda a qualidade dos textos publicados e o compromisso da Academia com uma produção literária consistente e duradoura: “Sem falsa modéstia, o material publicado em nossa revista é a fina-flor da literatura sul-baiana.”

Durante seu pronunciamento, Raquel Rocha registrou agradecimento especial ao editor da revista, Clóvis Góes Júnior, e às integrantes do Conselho Editorial, Baisa Nora e Ceres Marylise, pelo trabalho cuidadoso de revisão, organização e acompanhamento da publicação.

A nova edição reafirma o compromisso da ALITA com a promoção da literatura, da cultura e do pensamento, fortalecendo o papel da Revista Guriatã como espaço de expressão intelectual e de preservação da memória cultural do sul da Bahia.

O lançamento integrou a programação especial dos 15 anos da Academia, que contou ainda com a posse da professora doutora Renée Albagli Nogueira, homenagens institucionais e momentos de confraternização entre os membros da entidade.

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