Edital do I Concurso Literário da Academia de Letras De Itabuna

ALTERAÇÃO DE CRONOGRAMA

Em relação ao item 8, CRONOGRAMA, do Edital acima referido, procede-se a alteração a seguir:
– O período de INSCRIÇÕES fica prorrogado, a partir desta data, até 15 de março de 2023.

Em 04 de dezembro de 2022
Wilson Caitano de Jesus Filho
Presidente da ALITA.

 

Link para baixar o Edital em PDF

Regulamento Iº Concurso Literário de 2022 ALITA Academia de Letras de Itabuna

 

I CONCURSO LITERÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA

Edital de Inscrição

A Academia de Letras de Itabuna – ALITA, no uso de suas prerrogativas legais, torna público para alunos dos cursos de instituições universitárias da Região Sul da Bahia, do particular entorno da Região Cacaueira, que está abrindo o presente Edital para seu primeiro Concurso Literário, conforme tema, objetivos e especificações do presente Regulamento.

Regulamento

1. Dos objetivos

  • Incentivar a criação literária e a revelação de novos talentos no campo da literatura.
  • Despertar para uma realidade crucial dessa Região, especificamente da Cidade de Itabuna e seu entorno, considerando circunstâncias geográficas, histórico-sociais e humanas
  • Suscitar o interesse e providências devidas por parte de órgãos públicos, de natureza científica e da população em geral, itabunenses e de municípios adjacentes, quanto ao relevante tema proposto.
  1. Do tema

  O RIO CACHOEIRA

  1. Da Estrutura e Gênero Literário

Prosa: Crônica Literária

  1. Público – alvo

Alunos regularmente matriculados em cursos superiores de Instituições Universitárias da Região Cacaueira da Bahia, cumprindo-se observar que a delimitação do conceito e abrangência da referida Região está explícito na obra referenciada ao final deste Regulamento, item 1, aqui tomado como base.

  1. Dos requisitos e modalidades de entrega

5.1 A crônica deverá ser redigida em prosa, obedecendo às normas da escrita padrão em Língua Portuguesa e em, no máximo, duas laudas.

5.2 Cada candidato só poderá concorrer com um único texto.
5.3 Ter uma só autoria, devidamente identificada, conforme moldes discriminados neste Regulamento.
5.4 Obedecer a preceitos éticos, sem ofensas de caráter moral a qualquer pessoa ou entidade específica da comunidade regional.

5.5 Ser original e inédita em qualquer tipo de mídia.

5.6 O arquivo digitado deverá ser em formato PDF, tamanho A-4, com as margens laterais, superior e inferior, de 2,5 cm, fonte Arial, tamanho 12, cor preta, espaço simples entre as linhas e parágrafo de alinhamento justificado.

6- Das Inscrições

6.1 As inscrições serão realizadas somente pelo link:

      https://forms.gle/rcn7kEZn69KaBZVs8 no período aprazado.

6.2. No ato de inscrição, os candidatos devem:

I – Preencher o formulário de inscrição, informando o seu nome completo, e-mail, telefone, comprovante de matrícula em Instituição de Ensino Superior;

II – Cópia digitalizada, em PDF, dos seguintes documentos:

a)  Documento de Identidade – RG.

b) CPF

c)  Comprovante de matrícula em Instituição de Ensino Superior.

6.3- Anexar a crônica, em arquivo PDF, apenas com o título de identificação.

6.4. Dúvidas e esclarecimentos devem ser enviados para: concursoliterarioalita@gmail.com

  1. Do julgamento e seleção

O julgamento das crônicas será realizado por Comissão Julgadora instituída pela ALITA, entre seus componentes regulares, observando- se:

7.1. Atendimento às exigências deste Regulamento.

7.2. Originalidade, observando-se a capacidade de o autor transpor para o texto literário aspectos e ideias relevantes à matéria em apreço.

7.3. Correção no trato da língua, considerando-se, no entanto, seu uso particular quanto à literariedade adstrita à natureza do gênero.

7.4. Observação dos aspectos explicitados nos itens dos Objetivos.

  1. Da Premiação

Serão concedidos prêmios aos candidatos vencedores em primeiro, segundo e terceiro lugares, em conformidade ao aqui exposto:

8.1 Primeiro lugar: será concedido valor em dinheiro (R$3.000,00), Diploma e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA.

8.2 Segundo lugar: será concedido valor em dinheiro, (R$2.000,00), Menção honrosa e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA.

8.3 Terceiro lugar: será concedido valor em dinheiro (R$1.000,00), Menção honrosa e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA.

  1. Do Cronograma

O Concurso será oficialmente lançado no dia 16 de setembro do ano em curso, às 20h00min e obedecerá ao cronograma a seguir:

9.1- 30 de setembro – Publicação do Edital Regulamento no sítio da Academia de Letras de Itabuna, na Internet e em outros meios impressos e digitais.

9.2 – 05 de outubro a 30 de novembro – Período de inscrições.

9.3 – 30 de novembro 2022 a 30 de março 2023 – Período de seleção.

9.4 -19 de abril 2023 – Divulgação dos Resultados do Concurso e Premiação.

  1. Disposições Finais

O presente Regulamento entra em vigor na data de sua publicação, devidamente assinado pelo Senhor Presidente da ALITA.

Observação:

O conceito e abrangência da Região Cacaueira da Bahia é o colocado na obra abaixo referenciada:

 – Rocha, Lurdes Bertol. A Região Cacaueira da Bahia. Dos Coronéis à Vassoura de Bruxa: Saga, Percepção, Representação. EDITUS, 2014. 2a. Edição.

Itabuna, 16 de setembro de 2022

Wilson Caitano de Jesus Filho

Presidente da Academia de Letras de Itabuna

 

 

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Academia de Letras de Itabuna lança seu primeiro Concurso Literário

A Academia de Letras de Itabuna lança seu Primeiro Concurso Literário cujo tema é  “O Rio Cachoeira” e contemplará estudantes instituições universitárias da Região Sul da Bahia, do particular entorno da Região Cacaueira

Os participantes devem enviar textos no gênero crônica literária. O concurso tem como objetivos incentivar a criação literária e a revelação de novos talentos no campo da literatura, despertar para uma realidade crucial dessa região, especificamente da cidade de Itabuna e seu entorno, considerando circunstâncias geográficas, histórico-sociais e humanas e suscitar o interesse e providências devidas por parte de órgãos públicos, de natureza científica e da população em geral, itabunenses e de municípios adjacentes, quanto ao relevante tema proposto.

A crônica deverá ser redigida em prosa, obedecendo às normas da escrita padrão em Língua Portuguesa e em, no máximo, duas laudas e cada candidato só poderá concorrer com um único texto. A crônica deve ter uma só autoria, devidamente identificada, conforme moldes discriminados no regulamento do concurso.

As inscrições acontecerão entre 05 de outubro a 30 de novembro. Em se tratando da premiação, o primeiro lugar receberá o valor em dinheiro de R$3.000,00 além de Diploma e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA. Ao segundo lugar, será concedido valor em dinheiro, de R$2.000,00, além de menção honrosa e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA. Ao terceiro lugar, será concedido valor em dinheiro de R$1.000,00, como também menção honrosa e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA.

De acordo com uma das organizadoras do concurso a escritora Margarida Fahel “A escolha do tema atende a importante e urgente necessidade da cidade de Itabuna, assim como de todo o seu entorno. A situação de nosso rio, hoje apenas triste lembrança do que foi em outras épocas, belo e caudaloso, local de pescarias e praias arenosas, hoje reduto de perigo e graves riscos à saúde pública.”

Acesse o edital neste link: https://academiadeletrasdeitabuna.com.br/2022/10/06/edital-do-i-concurso-literario-da-aademia-de-letras-de-itabuna/

 

 

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Discurso de Cyro de Mattos na posse de Heloisa Prazeres

 Discurso de Recepção à Acadêmica Heloisa Prata e Prazeres  na Cadeira 14 da Academia de Letras de Itabuna                  

                       Por Cyro de Mattos

Destaco esses versos do enorme poeta Francisco Carvalho:

homem não é de pedra

nem de areia

homem é o que mora

no que semeia

Associam-se os versos citados ao percurso realizado pela conterrânea Heloísa Prata e Prazeres, fazendo lembrar quando ainda era uma sementinha   das letras até se tornar árvore frondosa com frutos reluzentes. Ela retorna agora como boa filha à sua morada primeira, procedente do universo do ensino mesclado com as letras, despontando no que semeou e colheu por toda a sua trajetória de vida.

A Academia de Letras de Itabuna sabe hoje o quanto se engrandece com a chegada às suas hostes dessa conterrânea com biografia rica, que acaba de ser empossada na cadeira 14, antes ocupada pela confreira Sônia Carvalho de Almeida Maron, de saudosa memória. Uma mulher itabunense singular substitui outra mulher itabunense de vida marcante.  Bom saber que a cadeira 14 tem como patrona a poeta Valdelice Soares Pinheiro. Que combinação valorosa o tempo nos apresenta com essas três mulheres valorosas, nascidas em mesmo chão grapiúna, de outrora ricas plantações de cacau.

Filha de Agrícola Santana Prata e Alzira de Oliveira Prata, nossa   confreira Heloisa Prata e Prazeres é casada com Jamison Pedra, um festejado criador de gente e vida na arte da fotografia. Heloísa e Jamison são pais de Letícia, Ana e Daniel. Avós de João Filipe, Samuel, Olívia, Pedro e Leonardo. Ela é irmã do poeta Renato Prata, também membro efetivo da Academia de Letras de Itabuna.

A douta conterrânea mantém até hoje fortes laços afetivos com suas raízes. Criatura afável, veio ao mundo nesta terra de importantes  artistas desde que os pais, migrantes sergipanos, para aqui se mudaram no apogeu da lavra cacaueira e fixaram residência na antiga Rua da Jaqueira, hoje avenida Félix Mendonça. Ali, o migrante sergipano, usando a roupagem do sonho e da vontade, buscando criar a família com trabalho e dignidade instalou um estabelecimento comercial de frente para o  rio Cachoeira.

A menina conviveu na infância com a paisagem agradável que emergia do Cachoeira, naqueles idos um rio com águas claras, fontes puríssimas, peixe em abundância. Um rio manso no estio, virado bicho  de outro mundo quando descia nervoso nas águas turbulentas da cheia. Um rio  com seus habitantes ribeirinhos, de caracteres próprios, que lhe davam vida no visual cheio de cantos e cores:  o pescador, o tirador de areia, a lavadeira, o aguadeiro e o canoeiro.  De lá, de uma das margens de seu querido rio, a menina avistava o entorno da Mata Atlânica, que despontava do verde milenar,  bem longe, com a serra do Macuco  apontando para o azul dos céus sem fim.

Em Itabuna, fez o curso primário no Colégio da professora Alzira Paim, uma mulher que contribuiu na pequena cidade, ainda tropeçando nas pernas, para o crescimento do fluxo escolar em seus primeiros passos,  como dessa maneira também procederam as professoras Lúcia Oliveira, Noide Hage, Lindaura Brandão e o professor Chalupe. A  adolescente transferiu-se para Salvador onde cursou o ginasial no Colégio Severino Vieira e o clássico no Colégio da Bahia (Central). Aprovada no vestibular de Letras, graduou-se em Linguas Vernáculas com Inglês pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.

Seu currículo é vasto e rico na estrada do saber. Licenciada em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1969); Bacharela em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1972); Mestra em Teoria da Literatura pela Universidade Federal da Bahia (1980); Doutora em Literaturas Românicas pela Universidade de Cincinnati, Oh, EUA (1986). Vê-se assim, sem esforço, numa síntese de seu percurso nas Letras, que possui larga experiência neste campo do conhecimento humano, atuando com ênfase nos seguintes temas: poesia portuguesa, poesia brasileira, poesia moderna, literatura latino-americana e literatura norte-americana. Seu desempenho na área do ensino universitário e execução de projetos culturais é esplêndido. Ressalte-se que criou e organizou o Núcleo de Referência Cultural da Fundação CulturaI da Bahia.

Ela pertence à Academia de Letras da Bahia. Tradutora, autora de quatro livros de poesia e dois de ensaio. Sobre um de seus livros de poesia, Casa onde habitamos, em ensaio que incluí no meu livro Prosa e Poesia no Sul da Bahia, nós dissemos  o seguinte:

“Há nos oitenta e dois poemas que compõem essa casa, tecida com o labor do sonho, um ritmo que conduz a ideia através de versos bem construídos para o preenchimento dos vazios no mundo. Assim, nos domínios onde a atribuição a um autor consiste na boa literatura mesclada com instrumental crítico suficiente, o emprego de linguagem eficaz deixa-nos ver que aqui estamos diante de uma construção poética segura, de signo adornado pelo som na cadência musical própria do poema, que diz de emoções chegando da memória ou da razão, como se fossem sensações que na imagem iluminam o ser. Numa lírica moderna ressoa o uso do vocábulo estrangeiro, a boa referência a poetas e escritores de predileção pessoal, mas em especial o tempo que, na alma enlaçando afetos e afinidades, busca outro tempo, marcado através de experiências, revelações tantas perante a existência. “

Aos seus predicados de natureza intelectual, ajuntem-se os hábitos da criatura prestimosa, como apanágios de seu caráter, a leveza, a sinceridade, a solidariedade e a gratidão.  Com ela se aprende que a vida tem sentido se marcada com o entendimento e o saber que inaugura momentos positivos advindos do diálogo constante entre os seres e as coisas. A vida reveste-se de esperança e se propaga com afeto nas circunstâncias e propósitos das relações que circulam com seriedade sob o enleio do difícil gesto do viver.

Consta na programação do evento de hoje uma leitura  de poemas de Heloisa Prata e Prazeres. Peço permissão para me antecipar a essa singela homenagem que lhe vão prestar no final com a leitura de alguns de seus poemas por alguns de nossos confrades e confreiras. Quero ler alguns poemas de nossa lavra, os quais também servem como homenagem que presto à estimada confreira Heloísa Prata e Prazeres.

Com todos os sons de minha alma lírica, vou ler esses poemas.

Soneto das Nuvens

Lá da balaustrada olhava as nuvens,

acima do rio carregando gente

e diversas coisas.  Antes que a noite

chegasse, ofereciam viagens.

Mostravam castelos, cada gigante,

um velho barbudo em pé no tapete.

De calção, peito nu, lá no pátio,

ficava vendo-as no azul do céu.

Como elas que voltavam, voltaria

pra brincar com os amigos de infância

quando já fosse um homem? Só havia

um jeito de regressar ao passado,

rindo a mãe disse, sonhando acordado.

Um homem com o menino conversando.

 

Soneto da Infância Minha

 

Os quintais frutíferos. Houve afoito

amanhecer, de galho em galho, rosto

 de suor molhado deixando as tardes

que inventavam mentiras de verdade.

 Inúteis, mas importantes. Lonjuras

alcançavam as puras aventuras

bebidas no nascedouro da vida

com gosto de fruta amadurecida.

Tomava banho na lua de prata,

na rua onde dorme agora, quieta,

a minha turma. A vida não prendesse

meu pássaro, infância minha, não desse

ponto final nas vagas amorosas,

onde corri nas horas primorosas.

 

Águas do rio Cachoeira  

Descendo em adeus,

Entressonho e lágrima

Que emerge do coração

Sem fontes puríssimas.

Nas águas sem escamas

Já não há o ribeirinho

Com o vento de manhã doce.

Vômitos e excrementos

No funeral das águas

Eliminaram a paisagem clara.

Houve a expressão livre

Do sol lavando as faces,

A vida se desvendava

Com a magia das cores.

Viver era a aventura

Desenhada pelas mãos

De quem tudo nos dava

Sem querer nada de volta.

Sem mergulhos agora,

Competente abundância,

Espumas se escondem

Tingidas de vergonha.

De que serves enfermo

Sem brilho nas escamas,

Sem teus cachos de água

 Que sempre inventavas?

Confreira Heloisa Prata e Prazeres, a poeta Cecília Meireles, contemplando a sucessão dos seres humanos no discurso do tempo, assim nos fala:

                 E, atrás deles, filhos, netos

                seguindo os antepassados,

                vêm deixar sua vida caindo

                nos mesmos laços.

 

A cadeira 14 estava vacante durante bom período. Esperava por alguém de seu timbre intelectual, de alma cativante, de pensamento reflexivo e sensitivo que ilumina a parte obscura da matéria. Há tempos ela vos pertence de fato. Sua antiga ocupante, a magistrada e juíza de Direito Sônia Maron, lá na sua nova morada, erguida em outras dimensões cósmicas, certamente está dizendo que não há outra mulher que dignifique mais a cadeira 14 neste segundo momento do que a competente pedagoga e talentosa escritora.  A confreira Sônia Maron certamente está sorrindo de alegria, nessa noite festiva, com a feliz escolha da Academia de Letras de Itabuna.

Ilustre conterrânea, todos nós, membros da Academia de Letras de Itabuna, que gostamos de chamar com carinho de alitano uns aos outros, uníssonos em uma só corrente de abraço afetivo estávamos esperando a vossa chegada. Como expectantes de esperança aguardávamos para vos aplaudir com a beleza que se entreabre na parição da flor, e mais, com o encanto mágico do vento que é chegado ameno para se fixar na memória como sonho.

Professora, doutora, escritora, poeta Heloisa Prata e Prazeres, grapiúna  nessa linda floração das letras, nesta cadeira que vos pertence agora de direito e, ao mesmo tempo, na sua realidade existencial, sentai-vos.

E porque sois também uma alitana, estimada por vossos pares, ficai vós à vontade, com a permanência de vosso brilho. Obrigado.

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Calendário Alitano- Novembro e Dezembro de 2022

NOVEMBRO

5 – Dia da Ciência e da Cultura/ Nascimento de Rui Barbosa – Patrono da cadeira nº 1 da ALITA

11- Nascimento de Euclides Neto – Patrono da cadeira nº 8 da ALITA

14 – Nascimento Sosígenes Costa – Patrono da Cadeira nº 2 da ALITA

19 – Posse da Heloísa Prazeres na cadeira nº

20 – Dia Nacional da Consciência Negra

27 – Nascimento de Adonias Filho – Patrono da ALITA

28 – Nascimento de Itazil Benício dos Santos  Patrono da cadeira nº 32 da ALITA

29 – Nascimento Minelvino Francisco da Silva – Patrono da cadeira nº 11 da ALITA

30 –  Plenária- Assembléia Geral da ALITA

 

DEZEMBRO

10 – Nascimento de  Abel Pereira – Patrono da cadeira 16 da  ALITA

12  Estrelas de Itabuna – Escritores FICC/ALITA

17- Nascimento de Afrânio Peixoto, patrono da cadeira nº 12 da ALITA

17-   Outorga do Titulo de Presidente de Honra a Cyro de Mattos

 

 

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LANÇAMENTO DE RASCUNHOS REAIS – Tica Simões

Tive o prazer de prefaciar Rascunhos Reais.  Esse primeiro livro de poemas de Alessandro Fernandes de Santana resulta de uma experiência inicialmente realizada através de redes sociais, especialmente facebook e Instagram.  A socialização da sua produção poética, por esse caminho, suscitou uma comunicação imediata.  A positividade da sua recepção foi estímulo para o autor. Daí à publicação impressa, foi um passo…

Surpreendente é a juventude e a jovialidade  da poesia de Alessandro, especialmente quando se conhece a sua formação em economia e administração. Reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC,  com o peso que uma administração universitária demanda, surpreendem a leveza e a temática do seu livro que realiza um olhar sobre o amor. Ao lê-lo, lembrei de  Mia Coito, quando diz:  “Todos temos duas sombras. Apenas uma é visível. Há, porém, aqueles que conversam com a sua segunda sombra. Esses são os poetas.”  (O Mapeador de Ausências:  )

E, claro,  logo tb se impõe a ideia pessoana:  “o poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente”.

Pois é… Rascunhos Reais surpreende. Conquista o leitor com  uma poesia que fala de amor. E encanta pelo ângulo sob o qual  trata o tema. Encanta pela visão filosófica, de  pureza e positividade.

  Depois, arrebata  com a bela ilustração de Sanqueilo Lima. São  20 belos desenhos em bico de pena,  que  conversam com os poemas,  linguagens que dialogam – a poemática e a pictórica –   em simplicidade lírica, através de traços espontâneos e expressões existenciais e intimistas.  O livro é, mesmo, uma produção sem apego a escolas ou a  cânone.  Em sintonia com a linguagem deste milênio, como preconizou Itálo Calvino,  são textos que se realizam em  leveza, visibilidade, multiplicidade, rapidez.   A visão romântica do poeta – sempre em  busca de expressar o amor –  alterna-se com a linguagem dos delicados desenhos, que semanticamente confluem ao mesmo tema. Poesia, portanto, apresentada nas duas linguagens!

Como o autor revela, o título do livro foi extraído do poema Sonhos. Tal afirmação induz à compreensão de que, com a sua publicação,  Rascunhos Reais transforma em realidade um sonho que existia em rascunhos  …  Esse poema parece ser uma mensagem para Letícia, filha a quem o livro é dedicado: “Sonhos […] esquecê-los jamais!”. E o refrão, que se repete nas quatro estrofes desse mesmo poema, enfatiza o foco: persistência! É uma poesia de crença no amor verdadeiro.

A atemporalidade do amor é marcada por uma visão intertextual, que passa por Shakespeare, Homero, Machado; Agatha Christie, e mesmo Álvaro de Campos, o heterônimo pessoano,  que diz:  “cartas de amor são ridículas”.  Drummond, Bandeira, Stendhal, Tchekhov… E, até mesmo, leva a pensar na instabilidade do amor líquido,  de Zygmunt Bauman.  Falando do amor, a poesia de Alessandro induz também o leitor a lembrar de outros poetas que falam da dor do amor, a exemplo de Camões: “Amor é fogo que arde sem se ver […] se tão contrário a si é o mesmo amor”. No entanto, de todos discorda. E o eu lírico de Rascunhos Reais diz: “Diante de tanta gente/com histórias interrompidas/reescrever o amor/se faz urgente”.   Assim, ao contrário,  o amor que a sua poesia traz é o amor encontro,  comunhão,  perenidade. Ideal, sem ser platônico. Amor companheirismo, presença, cumplicidade. Por isso, diz que “histórias que falem de dor/ ficam proibidas”.

                 Se a  positividade sobre o amor é inquestionável, isso é tb afirmado   ao olhar através da natureza, quando pensa  metaforicamente a vida, e afirma: “voar sozinho/ para um passarinho/ dói como espinho/ a machucar”.

 A sua apologia é ao tempo presente, porque o tempo é fugaz.  E reconhece que a vida é de conquistas, construção … e o amor, esse deve ser perenizado.  Então, os textos são como reflexões sobre o amor; são lições…  E afirma:   “o amor verdadeiro/ Não é uno/ É par” (Coração Real). E, é doação.  Finda o livro com o poema-conselho Metas, que refere quatro metas, enquanto o desenho com o qual dialoga, mostra  escalada de busca.

Assim, tematizando o amor, Rascunhos Reais  conceitua, indica estratégias, oferece  conselhos à guisa de um manual sobre  amor e vida.

 Para quem? – pergunta-se o leitor, que volta a  reler a dedicatória do livro…  para Letícia!

 Parabéns, Alessandro. Bons caminhos para o seu livro!

Ilhéus, novembro de 2022.

Tica Simões

 

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Poemas de Ruy Póvoa

ASTRONOMIA

Estou construindo
um james webb
com lentes potentes
que possam fazer
o meu verbatim.
Mas em vez de planetas
quero sondar
o arquivo lacrado
que me faz ser assim.
O meu james webb
vai me mostrar
os meus escondidos
do princípio ao fim,
tudo o que eu,
até o momento,
ignoro de mim.

Ruy Póvoas
10/11/22

 

 

ASTROFÍSICA

Me deram uma passagem
exclusiva, só de ida,
para um horizonte de visagem
assim que cheguei à vida.

O espaço-tempo do agora
se abria a todo instante
e comecei sem mais demora
a ter sonhos vacilantes.

Desde então, venho me sentindo
um verdadeiro paradoxo,
cheio de irregularidades.

A astrofísica me ferindo
porque só entendo a doxa
de minha singularidade.

Ruy Póvoas
10/11/22

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Cyro de Mattos recebe título de Presidente de Honra da Academia de Letras de Itabuna.

A cerimônia de outorga realizar-se-á no dia 17 de dezembro de 2022

O presidente Wilson Caitano divulgou, na sessão virtual ocorrida no dia 10 deste mês, que a diretoria da Academia de Letras de Itabuna conferiu a Cyro de Mattos o título de Presidente de Honra da instituição.  O diploma da distinção nobre será entregue ao escritor e acadêmico em sessão solene, a ser realizada no dia 17 de dezembro deste ano.  Cyro de Mattos é um dos fundadores da Academia de Letras de Itabuna, para a qual vem contribuindo com atitudes e projetos, que se tornaram importantes no correr dos anos para a evolução e consolidação da entidade.

A concessão do título nobre ao acadêmico foi ideia da vice-diretora, acadêmica Janete Ruiz Macedo, que contou com o entusiasmado apoio do presidente Wilson Caitano e da acadêmica Raquel Rocha. A notícia foi recebida com alegria por integrantes da entidade, presentes à sessão virtual para tratamento do assunto e de outros. Cyro de Mattos foi presidente do Centro de Cultura Adonias Filho e Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania.

É autor de 62 livros pessoais, entre o romance, conto, crônica, ensaio, poesia e literatura infantojuvenil. Jornalista com passagem na imprensa do Rio, advogado aposentado, pertence também às Academias de Letras da Bahia e de Ilhéus, Pen Clube do Brasil e Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. A crítica especializada destaca seu legado como de grande valor na literatura contemporânea.

Ele é premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Publicado também em Portugal, Itália, França, Espanha, Dinamarca, Alemanha e Rússia. Seus textos de ficção e poemas estão inclusos em dezenas de antologias, no Brasil e no estrangeiro. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi distinguido no ano passado com a Medalha Zumbi dos Palmares da Câmara de Vereadores de Salvador.

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UMA TARDE DE POESIA: Ficc e Alita realizam Sarau na Praça José Bastos

 

Aconteceu, na última quinta-feira, o SARAU DE POESIA Dia do Poeta (20 de outubro) na Praça José Bastos. O evento foi realizado pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania – FICC, em parceria com a Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

O Dia Nacional do Poeta é comemorado em 20 de outubro. Essa comemoração acontece em nível extraoficial, pois não há uma lei que a oficialize, porém, a data foi escolhida porque nesse dia, em 1976, surgia em São Paulo o Movimento Poético Nacional, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia. A data homenageia e lembra este momento importante para os poetas do Brasil.

A programação do evento contou com: Contação de História “O poeta Cyro de Mattos” – Raquel Rocha – ALITA e Maria Rita Prudente – “O Menino e seus botões”; Lucas Oliveira e Manassés de Oliveira com teatro, Roda de Conversa com o Tema: Literatura Regional e Juventude com os convidados: Wilson Caitano, Samuel Mattos, Cláudio Zumaêta.  O público ainda pôde conferir a exposição “A praça na praça: José Bastos” organizada pela professora Janete Ruiz. A organização do evento foi  feita por Bruna Setenta e Genny Xavier (FICC).

O público também pôde conferir o Documentário “Nos Trilhos do Tempo” de Raquel Rocha, Recital Poético do Clube do Poeta, Cinthia Fragoso e José Antônio (Labor de Poetas). O evento foi finalizado com apresentações artísticas do público.

O Sarau de Poesia como objetivo valorizar, promover e homenagear o poeta e a poesia grapiúna, dando ênfase ao seu dia comemorativo, bem como promover várias atividades culturais e artísticas voltadas para o público infanto-juvenil e população em geral.

O Dia do Poeta celebra especialmente o profissional escritor/poeta que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para criar versos e transmitir aos leitores a importância crítica, social, existencial e emocional da poesia.

Desta forma, o SARAU DE POESIA se caracterizou como um projeto lúdico e educativo que vai além da simples homenagem, reafirmando para o seu público alvo o valor transformador da Literatura, da Poesia e da Arte como um todo.

 

 

 

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