NOTA DE PESAR – Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo (1940–2025)

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do médico, filantropo e humanista Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, ocorrido nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, aos 85 anos, em decorrência de complicações clínicas, após longo tratamento contra o câncer.

Nascido em 24 de abril de 1940, na cidade de Jequié, Dr. Baldoino fixou-se em Itabuna, onde construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo, pelo compromisso com a saúde pública e pela solidariedade. Foi um dos primeiros médicos a atuar em Itabuna, tornando-se referência ética e profissional, respeitado em toda a região sul da Bahia.

Seu legado, no entanto, foi além dos consultórios e laboratórios. Em 1988, fundou a Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, no bairro de Fátima, que se tornou referência e cuidado para idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Reconhecendo a grandeza desse trabalho, a ALITA teve a honra de homenageá-lo em vida, por meio da Medalha Jorge Amado – Edição 2025, concedida à Fundação, fruto de uma indicação do escritor Cyro de Mattos, presidente de honra da Academia. O reconhecimento foi um sinal de gratidão pública a uma vida dedicada à dignidade humana.

Neste momento de dor, a ALITA se solidariza com os filhos Kátia, Alexander e Fernanda, com a esposa e toda a família, bem como com os colaboradores e assistidos da Fundação que leva seu nome. Itabuna perde uma de suas figuras mais admiráveis e generosas.

 

Raquel Silva Rocha
Academia de Letras de Itabuna – ALITA
23 de dezembro de 2025

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Academia Brasileira de Letras publica livro de Cyro de Mattos sobre o escritor Adonias Filho

Reunindo onze ensaios, o livro As Criações de Adonias Filho, de Cyro de Mattos, acaba de ser publicado pela Academia Brasileira de Letras na Coleção Austregésilo de Athayde, com prefácio do professor doutor Marcus Mota, da Universidade de Brasília. Contista, cronista, poeta, romancista, ensaísta, autor de livros infantis e juvenis, este é o segundo livro do escritor Cyro de Mattos na área do ensaio, o primeiro foi A Anotação e a Escrita.

O livro As Criações de Adonias Filho apresenta os seguintes ensaios: Trilhas do Homem, Um Criador da Literatura do Cacau, Regional de Alcance Universal, Da Linguagem Romanesca, Mares Trágicos da Bahia e África, Contra a Noite sem Madrugada, Seis Prosas Urbanas de Ficção Breve, Um Forte de Magias e Mitos, Representação do Negro, Indianismo Adoniano e O Mito na Selva Grapiúna.

Além disso, a obra traz, no final, uma cronologia sobre fatos marcantes na vida do consagrado romancista, nascido em Itajuípe, ex-membro da Academia Brasileira de Letras, a relação de suas obras, e um levantamento de obras de e sobre Adonias Filho, muito útil.

No prefácio, o professor, doutor e escritor Marcus Mota observa:

“Creio que este livro é uma grande contribuição para tornar acessível a obra de Adonias Filho, ao balancear atenta escolha de trechos dessa obra com comentários pertinentes e bem propostos. É, novamente, livro de escritor sobre escritor, com todo o cuidado e devoção de alguém que dedicou sua vida para a literatura. Creio que não pode haver melhor homenagem: ser lido por alguém que de fato ama escrever.”

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Academia de Letras de Itabuna participa de Audiência Pública na Câmara Municipal de Itabuna

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) participou, na manhã de sexta-feira (24/10/2025), da Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal de Itabuna para discutir a criação do Projeto de Lei de Patrimônio Histórico, Cultural e de Tombamento do Município.

O encontro, convocado pelo vereador Clodovil Soares (PL), reuniu autoridades, professores, representantes de instituições e estudiosos da memória e da cultura grapiúna, no Plenário Raymundo Lima.

A presidente da ALITA, Raquel Rocha, representou a instituição na mesa de honra e ressaltou, em seu pronunciamento, a importância da preservação da memória coletiva e dos registros históricos da cidade. Em sua fala, lembrou os documentários que dirigiu sobre a antiga estrada férrea Ilhéus–Itabuna, sobre o bairro de Ferradas e os 100 anos de Itabuna, destacando as dificuldades encontradas na busca por arquivos e registros. “Itabuna preserva pouco da sua história, e por isso este momento é tão importante. A maior dificuldade que encontrei, ao fazer documentários sobre a cidade, foi justamente a ausência de registros. Cuidamos pouco da nossa história, e é preciso mudar isso. A preservação da memória é o que assegura o futuro de uma cidade” afirmou a presidente Raquel Rocha

Durante a audiência, o vereador Clodovil Soares destacou a relevância do tema para o desenvolvimento urbano e cultural do município, enfatizando que o patrimônio histórico é parte essencial da identidade itabunense. “Preservar e conservar a imagem da nossa cidade, forjada na opulência do cacau, nas histórias de Jorge Amado e na poesia de Cyro de Mattos, é mais do que zelar por tijolos e concreto. É um ato de profundo respeito pela nossa história urbana e social”, declarou o parlamentar.

A secretária de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes, representando o prefeito Augusto Castro, reafirmou o compromisso da gestão municipal com a recuperação de áreas degradadas e com a valorização dos espaços públicos: “Preservar o patrimônio histórico é essencial, mas também é necessário cuidar do patrimônio que está sendo construído. Essa missão nasce do sentimento de pertencimento e do amor à cidade”, disse.

Também integrante da ALITA e diretora do Centro Cultural Teosópolis, a professora Janete Macedo teve participação de destaque na audiência. Em sua fala, ela relatou a atuação da comissão “ALITA em Ação”, criada pela Academia após a demolição do sobrado histórico de Firmino Alves. Segundo Janete, a ALITA foi a primeira instituição a se manifestar publicamente sobre o episódio, publicando uma nota de repúdio e encaminhando ao Ministério Público uma notícia de fato redigida pelo confrade Sérgio Habib. A professora também defendeu a educação patrimonial como ferramenta essencial para despertar o sentimento de pertencimento nas novas gerações: “A gente ama o que conhece. Se os jovens não conhecerem Itabuna, esse amor vira apenas um slogan. É preciso ensinar a ver, a reconhecer e a valorizar o lugar onde se vive.”

Janete apresentou ainda o trabalho do Centro Cultural Teosópolis e do grupo de estudos que vem produzindo um levantamento detalhado do patrimônio arquitetônico da cidade, alertando para o risco de demolições recorrentes de bens históricos. Exibindo imagens de casarões desaparecidos, ela lembrou que “não basta reconstruir ou criar leis; é preciso formar consciência e educar para o cuidado”.

Ao final da audiência, foi encaminhada a proposta de criação de um Marco Regulatório para a preservação e o tombamento do patrimônio histórico e cultural de Itabuna, integrando o poder público, universidades e entidades civis em um esforço conjunto pela valorização da memória local.

Participaram ainda os vereadores Ronaldão (Republicanos), Sivaldo Reis, Babá Cearense e Paulinho do Banco; os professores Antônio Balbino (UESC), Flávio Gonçalves (ANPUH-BA), Josanne Morais (AGRAL) e o ex-reitor da UESC Aurélio Macedo; além do médico Silvio Porto (Academia de Medicina de Itabuna), o advogado Murilo Reis (OAB Itabuna), representantes das lojas maçônicas Areópago Itabunense e Antônio da Silva Costa, o jornalista Paulo Lima, a chefe de Planejamento da FICC Bruna Setenta, professores, estudantes e convidados.

A presença da Academia de Letras de Itabuna reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e histórica da cidade, missão que integra suas ações literárias, acadêmicas e documentais em favor da identidade grapiúna.

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DISCURSO — MEDALHA JORGE AMADO À FUNDAÇÃO DR. BALDOINO LOPES DE AZEVÊDO – Por Silvio Porto de Oliveira

Academia de Letras de Itabuna — 23 de outubro de 2025

Senhoras e senhores, confrades e confreiras, autoridades, amigos da comunidade, colaboradores e residentes do Lar dos Idosos: boa noite.

 Hoje a Academia de Letras de Itabuna abre o coração para celebrar uma obra que honra a nossa cidade com gestos diários de humanidade. Ao conceder a Medalha Jorge Amado à Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, a Academia reconhece um trabalho que transforma a palavra “solidariedade” em prática cotidiana — silenciosa, constante e luminosa.

A história que aqui reverenciamos começa em abril de 1988, quando a Fundação nasce voltada às crianças carentes do bairro de Fátima, pela Creche Pequeno Lar, com aulas e regime de semi-internato. Dois anos depois, em 1990, vem a Escola Estadual Dr. Aníbal Muniz Silvany, fruto de um convênio com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Foram dez anos de serviço abnegado até que, diante do aumento da evasão escolar, a instituição — com sabedoria e fidelidade à sua missão — ajusta a rota.

É então que o médico e presidente da Fundação, Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, volta o olhar para outra fronteira de cuidado: o idoso em vulnerabilidade. Levanta apartamentos e enfermarias no conhecido Lar dos Idosos, que hoje abriga 73 pessoas em regime de internato. E faz questão de reafirmar: a Fundação não é casa de saúde; é uma instituição social — um lar que devolve pertencimento, segurança e afeto a quem mais precisa.

Essa obra nos comove porque se sustenta em dois pilares que definem a grandeza de Itabuna: trabalho e ternura. Trabalho, para manter o cuidado especializado funcionando todos os dias, sem feriado para a dignidade. Ternura, para que cada idoso seja chamado pelo nome, ouvido nas suas memórias, respeitado nas suas escolhas, amparado nas suas dores e convidado a recomeçar.

Ao evocarmos Jorge Amado — que fez do nosso chão grapiúna um território universal — lembramos que a literatura nasce do humano. E não há literatura mais alta do que salvar a dignidade de um semelhante. Nas páginas vivas da Fundação, cada quarto é uma crônica; cada gesto, um capítulo; cada sorriso restituído, um desfecho feliz que a vida insistiu em escrever.

Dr. Baldoino, receba nesta noite a gratidão de Itabuna. Na pessoa do senhor, a Academia saúda toda a equipe — dirigentes, colaboradores, voluntários e parceiros — que faz do Lar dos Idosos um abrigo de corpo e alma. O senhor nos ensina que medicina e compromisso social não se excluem: se completam. Que o bisturi da competência e o abraço da compaixão podem e devem caminhar juntos.

Por tudo isso, em nome da Academia de Letras de Itabuna, tenho a honra de conferir a Medalha Jorge Amado à Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, pelo conjunto de relevantes serviços prestados à nossa comunidade. Que esta medalha seja mais do que um reconhecimento: seja um abraço público da cidade aos que cuidam de seus velhos com profissionalismo e calor humano.

Que sigamos, inspirados por este exemplo, plantando árvores de cuidado em cada rua de Itabuna — porque quem cuida de gente cuida da história, e a história que cuidamos hoje é o futuro que desejamos colher.

 

Muito obrigado.

Silvio Porto de Oliveira

23/10/2025

 

 

HOMENAGEM AO DEDICADO MÉDICO

  1. BALDOINO LOPES DE AZEVÊDO

 

 

“Por sua dedicação incansável e cuidado compassivo, expressamos nossa profunda gratidão pelo compromisso em proporcionar atendimento humanizado, que tem feito a diferença na vida de idosos em situação de vulnerabilidade e de risco pessoal e social.”

 

 

Silvio Porto de Oliveira

Academia de Letras de Itabuna — 23/10/2025

 

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DISCURSO DE AGRADECIMENTO DA FUNDAÇÃO BALDOÍNO – Por Kátia Guedes de Azevedo

Boa noite a todos!

Quero cumprimentar a todos os presentes; autoridades, representantes da Academia de Letras de Itabuna, presidente, diretores, voluntários e demais convidados.

É com imensa gratidão e alegria que me coloco hoje para falar em nome de todos os que foram tocados pela nobre missão da Fundação Dr. Baldoino. Em nome do Instituidor, Baldoino Lopes de Azevedo, creche, diretores, conselheiros, voluntários, e crianças e principalmente os idosos, que são a razão de tudo isso.

Há quase 40 anos, a Fundação Baldoíno tem sido um farol de esperança e dignidade para inúmeras famílias. Em abril de 1985 começou a atuar com crianças, criando então a Creche Pequeno Lar, passado algum tempo depois a ter a parceria do Estado, na Escola Estadual Dr. Anibal Muniz Silvany, homenagem feita a seu orientador na anatomia patológica. Sentindo a necessidade de retribuir o cuidado que recebeu ao ir estudar em Salvador, veio a criar o abrigo Lar dos Idosos, hoje denominada ILPI. A Fundação também prestou auxílio a portadores de neoplasias através da Casa de Apoio, assim como aos portadores de HIV.

Hoje, mantemos em funcionamento apenas a creche Pequeno Lar (em parceria com o município) e a ILPI com 59 internos, atendendo na creche 106 crianças de 2 a 4 anos.

Na ILPI nem todos são pessoas idosos, 08 albergados têm menos de 60 anos e possuem patologias diversas.

Não se trata apenas de um espaço físico, mas de um verdadeiro Lar, onde cada pessoa é vista, ouvida e valorizada. A dedicação de cada voluntario e funcionário é prova de que a empatia e o carinho podem de fato transformar vidas.

Nossos idosos são a nossa história viva. São eles que carregam as memorias, as tradições e a sabedoria que moldaram nossa comunidade. Itabuna é um município com grande numero de idosos, em torno de 30 mil pessoas. Segundo o ultimo censo, mais de 17% da população esta inserida nos 60+. Precisamos de politicas públicas que envolvam aspectos de saúde e assistência social, com serviços oferecidos pela prefeitura e instituições especializadas.

A realidade do envelhecimento populacional no Brasil com seus desafios estruturais, também se reflete no crescente abandono e necessidade de adaptação dos serviços do município a demanda de uma população que envelhece rapidamente, exigindo ações e serviços como centros de referência em saúde e assistência em ILPI”s.

A Fundação Dr. Baldoino não apenas cuida deles, mas nos lembra da importância de honrar e respeitar essa valiosa etapa da vida.

Trabalhamos em prol de manter a dignidade e a qualidade de vida dessas pessoas. Não podemos parar, precisamos da ajuda da sociedade para continuarmos com nossas ações.

A Instituição nos inspira a olhar para o futuro com mais esperança. O que fazemos hoje para os nossos idosos, construímos para a nossa própria velhice e para os nossos filhos. Que esta homenagem sirva como um lembrete de que o verdadeiro valor de uma sociedade se mede pela forma como ela trata seus membros mais vulneráveis.

Mais uma vez nosso muito obrigada a todos.

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Discurso da Presidente Raquel Rocha na Solenidade de Outorga da Medalha Jorge Amado 2025

Senhoras e senhores, boa noite.

Mais uma vez, a Academia de Letras de Itabuna (ALITA) se reúne para celebrar e para afirmar publicamente aquilo em que acreditamos: a cultura transforma, a educação liberta e o cuidado com o outro é uma das mais nobres formas de existência.

Hoje realizamos a segunda edição da Medalha Jorge Amado, nossa mais alta distinção, idealizada pelo escritor Cyro de Mattos, presidente de honra da nossa instituição.  Sua sensibilidade e visão de futuro nos trouxeram este gesto simbólico e profundo: homenagear, anualmente, personalidades e instituições que dignificam a arte, a ciência, a cultura e o compromisso humano.

Essa medalha é um símbolo carrega o nome de Jorge Amado e, com ele, a alma da nossa região, a força da literatura, o olhar para os invisíveis e a defesa dos valores que constroem uma sociedade mais justa e sensível.

No ano passado, homenageamos a professora Renée Albagli, ex-reitora da UESC, por sua contribuição histórica à educação superior, e a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, por sua atuação centenária no cuidado com a saúde dos mais vulneráveis.

Neste ano de 2025, temos, mais uma vez, a honra de homenagear dois nomes escolhidos com sabedoria. Ambos indicados por Cyro de Mattos e aprovados por unanimidade pelos membros da Academia: a Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo e o escritor Jorge de Souza Araújo.

A Fundação Dr. Baldoino nasceu de um gesto de gratidão. Dr. Baldoino, médico e homem de fé, transformou sua trajetória pessoal em uma missão social. O que começou com uma creche, logo evoluiu para o acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade. Hoje, o Lar dos Idosos, mantido com dificuldades e amor, abriga dezenas de vidas que ali reencontram dignidade, afeto e paz. É um espaço de humanidade, onde se cultiva o respeito à memória, às histórias e à espiritualidade.

Já o professor Jorge de Souza Araújo é um intelectual de grandeza rara. Poeta, ensaísta, educador e pensador, autor de quase 50 livros, é uma referência da literatura brasileira e um mestre do pensamento crítico e humanista.  Sua obra transita entre o sertão de sua Baixa Grande natal e os grandes temas da cultura ocidental, com densidade ímpar. Jorge não apenas escreve, ele pensa com o coração e sente com a razão. Ao recebê-lo aqui hoje, celebramos sua obra, sua presença entre nós e seu exemplo de intelectualidade comprometida com o humano.

Senhoras e senhores, esta comenda carrega consigo o nome de Jorge Amado, mas também o sopro de tantas vozes que, como ele, narram, cuidam, acolhem, educam e transformam. A ALITA, por meio da Medalha Jorge Amado, faz mais do que homenagear: ela perpetua histórias que merecem ser lembradas e replicadas.

Parabenizo com emoção os homenageados deste ano e agradeço ao querido Cyro de Mattos por sua iniciativa brilhante, que já se consolidou como um dos momentos mais significativos da nossa vida acadêmica e cultural.

Muito obrigada a todos. Que esta noite seja mais uma página bela na história de nossa cidade e da nossa Academia.

Raquel Rocha

23 de outubro de 2025

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Medalha Jorge Amado 2025

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) realizou, no dia 23 de outubro de 2025, no auditório da UNEX – Centro Universitário, a segunda edição da Cerimônia de Outorga da Medalha Jorge Amado, consolidando este momento como um dos mais significativos do calendário da instituição.

A comenda, idealizada pelo escritor Cyro de Mattos, presidente de honra da ALITA, é a mais alta distinção concedida pela ALITA e tem como objetivo homenagear personalidades e entidades que se destacam por suas contribuições relevantes à arte, à cultura, à educação e ao compromisso social.

A edição de 2025 homenageou a Fundação Dr. Baldoino Lopes de Azevêdo, pelo trabalho filantrópico e humanitário realizado junto a idosos em situação de vulnerabilidade, e o professor Jorge de Souza Araújo, escritor, ensaísta e professor universitário com quase 50 obras publicadas.

A cerimônia foi marcada por uma atmosfera intimista e afetiva, reunindo autoridades, membros da ALITA, intelectuais, familiares e convidados especiais. O discurso de homenagem à Fundação foi proferido pelo acadêmico Silvio Porto, enquanto a homenagem ao professor Jorge de Souza Araújo foi escrita pelo acadêmico Ruy Póvoas e lida pelas alitanas Margarida Fahel e Maria de Lurdes Neto Simões.

A presidente da ALITA, Raquel Rocha, conduziu a abertura dos trabalhos destacando que “a medalha Jorge Amado é um símbolo do reconhecimento público a trajetórias que transformam o mundo pela cultura, pela palavra e pelo cuidado com o outro”.

Além das homenagens do ano, a cerimônia contou com a entrega da medalha definitiva em metal ao agraciados da edição de 2024, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, representada pelo médico André Wermann.

Ao final, os homenageados expressaram, em discursos comovidos, a alegria e a honra de receberem uma distinção que leva o nome de um dos maiores escritores brasileiros. O professor Jorge Araújo destacou o valor da palavra como força humanizadora, enquanto a representante da Fundação, Katia Guedes, agradeceu o reconhecimento ao trabalho diário de cuidado e dignidade com os idosos.

A noite foi encerrada com a tradicional foto oficial dos membros da ALITA e um coquetel de confraternização, selando o espírito de carinho e amizade que permeou todo o evento.

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Projeto Videopoema Alitano 

A Academia de Letras de Itabuna (ALITA) vem desenvolvendo com entusiasmo o Projeto Videopoema Alitano, lançado em julho de 2025 com o propósito de divulgar a produção literária dos seus membros por meio da arte audiovisual.

Idealizado pela presidente Raquel Rocha, o projeto transforma textos em poesia e prosa em vídeos declamados pelos próprios autores, unindo voz, imagem e sentimento. As edições são realizadas com esmero pela estagiária Maria Vitória o que confere qualidade técnica das produções.

Até o momento, já foram publicados oito videopoemas, todos com a participação de membros da ALITA. Sã eles:

Eu Me Lembro, de Heloisa Prazeres

Os Protagonistas da História Grapiúna, de Clóvis Junior

A Gênese, de Ruy Póvoas

Era uma Caixa Tão Velha, de Margarida Fahel

Ode ao Meu Rio Cachoeira, de Sergio Habib

Ventos Gemedores, de Cyro de Mattos

Mudança e Tempo, de Tica Simões

Divino, de Sergio Sepúlveda

O projeto tem sido muito bem recebido e representa uma forma sensível e moderna de divulgar a produção literária grapiúna. “Nosso objetivo é dar asas à palavra e eternizar vozes por meio da sensibilidade e da tecnologia“, afirma a presidente e produtora dos vídeos, Raquel Rocha.

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