Comunicado- Data da Eleição

ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA

COMUNICADO OFICIAL

A Presidência da Academia de Letras de Itabuna – ALITA informa que a eleição para preenchimento das cadeiras nº 4 e nº 37 será realizada no dia 31 de julho de 2025 , no horário das 08h00 às 18h00.

A votação será conduzida conforme os dispositivos do Estatuto e do Regimento Interno da instituição, assegurando-se a participação de todos os membros aptos.

Contamos com a colaboração e o engajamento de todos para a escolha  dos novos acadêmicos, fortalecendo assim o compromisso da ALITA com a literatura, a cultura e a transparência institucional.

Itabuna, 10 de julho de 2025

Raquel Rocha

Presidente da Academia de Letras de Itabuna – ALITA

 

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Chamada Oficial para Atualização de Contato

A Academia de Letras de Itabuna  está atualizando seus registros e solicita, mais uma vez, que os membros Marialda Jovita Silveira e Naomar Monteiro de Almeida Filho entrem em contato com a instituição para atualizarem seus contatos de e-mail e telefone.

O contato deve ser feito através do nosso e-mail: alitaitabuna@gmail.com ou do nosso Telefone/WhatsApp: (73) 9961-6470.

Este chamado visa garantir a integração plena de todos os membros e fortalecer os laços que unem esta Casa das Letras.

A presença de cada acadêmico é essencial para a continuidade do nosso trabalho em prol da cultura e da literatura Grapiúna.

Diretoria da ALITA
31/06/2025

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Rafael Gama lança Abiã

No último dia 07 de junho de 2025, o Centro de Cultura Adonias Filho foi palco do recital de lançamento do mais novo livro do confrade Rafael Gama, ocupante da cadeira número 03 da ALITA.
O livro de poesias, cujo título Abiã remete ao aprendiz, nas religiões de matriz africana, foi recepcionado pela comunidade com música, poesia, teatro de dança.
A ALITA esteve representada por sete dos seus integrantes, Tica Simões, Ruy Póvoas, Wilson Caitano, Raimunda Assis, Jorge Batista, Silmara Oliveira, além do Rafael Gama.

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Sarau Junino 2025:  ALITA celebra poesia, tradição e alegria nordestina 

Sarau Junino da ALITA reúne membros em noite de poesia, música e confraternização

Na noite do dia 11 de junho de 2025, a Academia de Letras de Itabuna – ALITA promoveu uma calorosa confraternização junina entre seus membros, reunindo literatura, tradição e alegria em um só ambiente.

O evento, realizado em clima de acolhimento e celebração, contou com um sarau de poesia nordestina, jantar com comidas típicas e muito forró ao vivo, proporcionando momentos de descontração, afeto e valorização das raízes culturais do Nordeste.

Mais do que uma festa, a noite foi um espaço de encontro entre os alitanos, fortalecendo os laços que unem esta Casa de Letras e reafirmando seu compromisso com a cultura viva da região.

Raquel Rocha

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Chamada dos Membros para Guriatã, nº7

REVISTA DA ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – GURIATÃ Nº 7 

ANO 2024-2025

REGULAMENTO PARA ENVIO DE TEXTOS

Prezadas confreiras, prezados confrades

Atendendo ao artigo nº 26 do Regimento da Academia de Letras de Itabuna que orienta sobre a manutenção de uma revista como seu órgão oficial de divulgação, estamos solicitando a contribuição dos acadêmicos enviando textos de suas autorias para composição da Revista Guriatã nº 7 a ser lançada na solenidade de abertura das atividades da academia no ano de 2026.

          A Revista será constituída pelas seguintes seções:

  1. a) Ensaios
  2. b) Artigos
  3. c) Contos
  4. d) Crônicas Históricas e do Cotidiano
  5. e) Resenhas
  6. f) Poesias
  7. g) Discursos
  8. h) Homenagem ao Patrono
  9. i) Registros de Eventos
  10. j) Quadro Social da Academia de Letras de Itabuna

 Pedimos a atenção para os seguintes requisitos antes do envio de textos:

  1. O texto deverá ser enviado devidamente revisado pelo autor;
  2. Reserva-se à Comissão Editorial fazer nova revisão com as alterações necessárias;
  3. O texto em prosa, identificado o gênero literário, deverá ser justificado e digitado em formato WORD ou ODT, folha de papel tamanho A4, com margens laterais, superior e inferior de 2,5 cm, fonte Times New Roman 12, à exceção das citações e notas de rodapé que deverão ser digitadas em tamanho 10, parágrafos com recuo na 1ª linha, espaçamento 1,5 entre linhas e parágrafos. O título deverá estar centralizado em negrito e o nome do autor deverá estar alinhado à direita seguido de asterisco;
  1. Para poesia, o espaçamento entre as linhas é livre. O título, nome do autor e texto deverão estar alinhados à esquerda seguido de asterisco;
  2. No rodapé da página do primeiro texto de cada autor deverá constar precedida de asterisco, a microbiografia do seu currículo com ênfase no literário ou artístico e e-mail para contato. Máximo de 8 a 12 linhas em fonte tamanho 10;
  3. As referências (pesquisas de outras fontes), devem ser dispostas ao final do texto em prosa, organizadas em ordem alfabética pelo sobrenome do primeiro ou único autor, nome, título da obra digitado em negrito, edição, cidade, editora e ano (Exemplo: SOBRENOME, nome. Título em negrito. Edição. Cidade: editora, ano);
  4. Os trabalhos deverão ser enviados até o dia 31 de julho do corrente ano para o e-mail revistaguriata@gmail.com
  5. Os trabalhos que não se enquadrarem aos requisitos do regulamento não serão validados para edição.

Cordialmente

Clóvis Silveira Góis Júnior

Diretor da Revista

 

Ceres Marylise Rebouças de Souza

Maria Luíza Nora de Andrade

Raquel Silva Rocha

Conselho Editorial

 

 

 

 

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Chamada Oficial para Atualização de Contato

A Academia de Letras de Itabuna – ALITA está atualizando seus registros e solicita que os membros Marialda Jovita Silveira e Naomar Monteiro de Almeida Filho entrem em contato com a instituição para atualizarem seus contatos de e-mail e telefone.

O contato deve ser feito através do nosso e-mail: alitaitabuna@gmail.com ou do nosso Telefone/WhatsApp: (73) 9961-6470.

Este chamado visa garantir a integração plena de todos os membros e fortalecer os laços que unem esta Casa das Letras.

A presença de cada acadêmico é essencial para a continuidade do nosso trabalho em prol da cultura e da literatura Grapiúna.

Diretoria da ALITA
30/05/2025

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ALITA entrega documentação para requerimento de Utilidade Pública à Câmara de Vereadores

No dia 26 de maio de 2025, a presidente da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), Raquel Rocha, e o presidente de honra da instituição, Cyro de Mattos, entregaram oficialmente ao vereador Clodovil Moreira Soares toda a documentação necessária para o requerimento do título de Utilidade Pública da ALITA.

O ato representa um importante avanço no processo institucional da entidade, que há anos desenvolve ações relevantes para a valorização da literatura, da arte e da cultura grapiúna.

O vereador Clodovil, que já havia se comprometido a assumir o encaminhamento do pedido, recebeu os documentos com entusiasmo e reafirmou seu apoio à causa, destacando a relevância da ALITA para o cenário cultural de Itabuna.

A diretoria da Academia segue acompanhando o andamento do processo com expectativa positiva e confiança no reconhecimento oficial da ALITA como entidade de utilidade pública.

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A GAROTA IDEAL: AFETO, EMPATIA E CURA- Por Raquel Rocha

A Garota Ideal- Afeto, empatia e cura


*Por Raquel Rocha

Dirigido por Craig Gillespie, Lars and the Real Girl, em português:  A Garota Ideal de 2007, é uma obra delicada, inesperada e humana. Estrelado por Ryan Gosling em uma das performances mais sutis e comoventes de sua carreira, o filme nos convida a mergulhar nos silêncios e nas dores de um personagem cuja fantasia não é fuga, mas sobrevivência.

A história parte de uma premissa que, a princípio, parece absurda: Lars, um jovem tímido e retraído, apresenta à família sua nova namorada, Bianca, uma boneca inflável adquirida pela internet. O que poderia facilmente descambar para a comédia grotesca ou para o humor fácil, se transforma, sob a direção sensível de Gillespie e o roteiro inteligente de Nancy Oliver, em uma fábula moderna sobre solidão, saúde mental, vínculo e, sobretudo, empatia.

Não sabemos se Lars acredita genuinamente que Bianca é real. Talvez ele tenha algum nível de consciência de que Bianca não é real, um tipo de insight fragmentado, mas prefere manter a ilusão como uma forma de se proteger emocionalmente. Bianca simboliza tudo o que ele nunca teve: uma figura de cuidado, acolhimento e aceitação incondicional. Para ele, que apresenta características compatíveis com um transtorno de personalidade esquizoide, a boneca não é um fetiche, mas um objeto transicional tardio, nos termos de Winnicott: uma ponte simbólica entre o isolamento e a possibilidade de se vincular ao outro.

A atuação de Gosling é comedida e cativante. Com gestos mínimos, olhares perdidos e falas pausadas, ele constrói um personagem que, mesmo preso em seu mundo interno, comove profundamente o espectador, despertando compaixão sem jamais recorrer ao sensacionalismo.

Outro acerto do filme é a forma como retrata a psicoterapia. A médica Dagmar (Patricia Clarkson) compreende o delírio não como algo a ser reprimido, mas como um pedido de ajuda. Em vez de confrontar Lars com a “verdade”, ela propõe que a família e a comunidade entrem na fantasia, não para sustentá-la indefinidamente, mas para permitir que ele, no tempo dele, reencontre a realidade.

E a comunidade acolhe a fantasia de Lars. Esse talvez o elemento mais utópico e mais bonito do filme. Os vizinhos, colegas de trabalho e membros da igreja decidem não ridicularizar Lars, mas abraçá-lo. Levam Bianca ao salão, à escola, à festa, aos encontros sociais. A boneca é tratada como um ser humano, e esse gesto, que beira o absurdo, revela a beleza do cuidado coletivo.

No clímax do filme, quando Lars começa a se despedir de Bianca, é como se estivesse finalmente pronto para nascer para o mundo . Um nascimento simbólico, doloroso, mas possível, porque foi gestado no útero do acolhimento, da aceitação e do amor.

A Garota Ideal é um filme que desarma. O que parece ser uma bizarrice se revela uma prece. Um lembrete de que há, sim, muitos Lars entre nós, pessoas que silenciosamente carregam traumas, medos, dificuldades de se vincular. E que não precisam de confronto ou exclusão, mas de acolhimento e tempo. Em um mundo apressado para julgar, A Garota Ideal pede paciência. E nos mostra, com poesia e compaixão, que amar alguém, mesmo quando é difícil compreendê-lo, pode ser o início de toda cura.

 

*Raquel Rocha é Psicanalista, Psicóloga, Especialista em Neuropsicologia, Saúde Mental,  Neuropsicologia e Terapia Familiar.

 

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CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL

EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL

A Academia de Letras de Itabuna, com sede na Reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), situada à Praça Jose Bastos s/n, Centro, Itabuna Estado da Bahia, por ordem da presidente Raquel Silva Rocha, no uso de suas atribuições, convoca os membros efetivos para a assembleia  geral  ordinária, a realizar-se no dia 16 de junho de 2025, na modalidade online, às 18:30, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta dos votantes e, em segunda convocação, 19:30 com qualquer número de presentes conforme preceitua  o artigo 12, parágrafo único do Regimento da ALITA , com a seguinte Ordem do Dia:

  1. Leitura e aprovação da ata da reunião anterior.
  2. Atualizações sobre a gravação dos documentários com os membros.
  3. Biografias que faltam para o Compêndio Biográfico.
  4. Inadimplência.
  5. Membros Ausentes.
  6. Informes sobre a Guriatã número 7.
  7. Formação de Comissão referente Edital 01/2025.
  8. Medalha Jorge Amado
  9. Assuntos gerais (O que ocorrer).

Este Edital será publicado no site Academia de Letras de Itabuna.

Itabuna, 23 de maio de 2025

Eliabe Izabel de Moraes

Primeira Secretária

 

 

 

 

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DISCURSO DA PROFESSORA RENÉE ALBAGLI NOGUEIRA QUANDO DO RECEBIMENTO DA COMENDA JORGE AMADO, OUTORGADA PELA ALITA.

DISCURSO DA PROFESSORA RENÉE ALBAGLI NOGUEIRA QUANDO DO RECEBIMENTO DA COMENDA JORGE AMADO, OUTORGADA PELA ALITA.

Local: Auditório do Centro de Arte e Cultura Governador Paulo Souto, na Uesc, campus Soane Nazaré de Andrade

Data: 11 de outubro de 2024.

  1. Senhora Presidente da Academia de Letras de Itabuna, Raquel Rocha, através da qual cumprimento os componentes da mesa,
  2. Senhor Presidente de Honra desta academia, Cyro de Mattos, através de quem cumprimento os demais acadêmicos,
  3. Senhoras e senhores,

       Boa noite!!!!

O momento é de Gratidão e Compartilhamento.

Gratidão à Academia de Letras de Itabuna – ALITA -, sob a liderança de Rachel Rocha, sua ilustre Presidente, que me concede esta homenagem através da sua mais alta honraria, a Medalha Jorge Amado, ícone da cultura regional, cujas obras literárias traduzidas em muitos idiomas, são conhecidas nacional e internacionalmente.

Tenho a intenção de ser objetiva, mas não perder o essencial.

Nesta fala de hoje, pretendo me concentrar na “Responsabilidade Social da Universidade”, com um recorte dos principais projetos desenvolvidos nas minhas gestões como Reitora da UESC (1996/2000 e (2000 /2004) e a participação de alguns colegas, cuja atuação tem expressão para a ALITA, por estarem entre os seus integrantes.

É mister aplaudirmos os pioneiros da Educação Superior de nossa Região, que sob a liderança de Soane Nazaré de Andrade constituíram uma Comissão para elaborar o projeto da FESPI, Érito Francisco Machado, Flávio José Simões Costa, Helena dos Anjos Souza, Manoel Simeão da Silva, Rosalina Molfi de Lima e a grande poeta Valdelice Soares Pinheiro.

E tantos outros pioneiros da Educação Superior da região que eram docentes das unidades isoladas e que se tornaram os primeiros professores da FESPI, nos idos de 1974.

Quero também compartilhar este reconhecimento com a Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC, instituição que dediquei muitos anos da minha vida.

A grandiosidade desta obra se eterniza como símbolo de esperança para as gerações sucessivas de jovens que buscam o conhecimento, como forma de autoafirmação e conquista de um futuro melhor

Convidada por Soane Nazaré de Andrade, ingressei na FESPI, em 1974. Fui sua assessora por dez anos, integrando a Comissão de Assessoria e Planejamento – CAP.

A história da Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC, tem seu marco fundamental quando, em 1974, as faculdades isoladas existentes em Ilhéus e Itabuna, ou seja, Faculdade de Direito de Ilhéus, mantida pela Sociedade Sul Bahiana de Cultura (criada em 1960), Faculdade de Filosofia de Itabuna – FAFI (criada também em 1960) e a Faculdade de Ciências Econômicas de Itabuna (1970) decidem reunir-se numa Federação de Escolas Superiores.

A Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, então denominada FESPI, teve o funcionamento aprovado por decisão do antigo Conselho Federal de Educação – CFE.

A época, para o reconhecimento de toda a região e um compromisso com a história, merece destaque José Haroldo de Castro Vieira, então Secretário-Geral da CEPLAC. Ele era incansável no apoio à FESPI e foi o responsável por suas primeiras edificações, onde se inclui a torre de seis andares, que abriga a administração superior da UESC, e que Soane Nazaré de Andrade, com muita justiça, o denominou Edifício José Haroldo de Castro Vieira.

Nos idos de 1988, a região cacaueira foi abatida por forte crise financeira, em decorrência da “vassoura de bruxa”, e esta crise teve repercussões, também, na FESPI. Foi quando, em 1989, ocorreu a estatização da FESPI, com a criação de uma fundação de direito público, a Fundação Santa Cruz – FUNCRUZ, no governo Waldir Pires, fundação esta que realizava a transferência de recursos financeiros para a FESPI. Era a transitoriedade de um modelo original de fundação privada para fundação pública.

Mas foi em 1991, através de uma mensagem à Assembleia Legislativa do estado da Bahia, que o Governador Antônio Carlos Magalhães assina em 5 de novembro, no Dia da Cultura, a extinção da FESPI e a criação da Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC, incorporando a manutenção da Universidade ao orçamento do estado da Bahia.

A missão da nossa gestão era preparar a UESC para seu primeiro Credenciamento como Universidade pelo Conselho Estadual de Educação CEE/BA, honrosamente presidido pelo Conselheiro Rogério Vargens.

No período da nossa gestão de 1996/2004 foram implantados os seguintes Cursos de Graduação:

Em 1997, Medicina Veterinária;

Em 1999, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Comunicação Social e os Bacharelados de Física, Matemática e Química;

Em 2000, Ciências Contábeis;

Em 2001, Medicina;

Em 2003, Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais;

Em 2004, Biomedicina, Educação Física e Engenharia de Produção e Sistemas.

A implantação do Curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais (LEA), na UESC, em Convênio com a Universidade La Rochelle, na França, constitui-se uma experiência pioneira para ambas as partes, já que o eixo da cooperação, totalmente inovador, sendo o primeiro curso, no Brasil e na América Latina, a apresentar particular flexibilidade em seu desenvolvimento. Visa preparar profissionais com formação linguística, humanística e técnica.

Com o Curso de Engenharia de Produção e Sistemas, a UESC inaugurou uma nova vertente no campo científico e tecnológico. Com isso, habilitou-se a promover iniciativas conjuntas com o setor produtivo, visando a inovação de serviços e produtos.

Dirijo-me agora ao Senhor Francisco Valdece Ferreira de Souza, Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, instituição que tenho a honra de compartilhar este reconhecimento. A importância dessa instituição foi muito bem destacada pela ALITA.

Neste momento, eu compartilho o reconhecimento, falando da grande contribuição da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, em 2001, e em todos os anos subsequentes, para a implantação do Curso de Medicina na UESC.

Foi a primeira instituição que fizemos a parceria e o Senhor Edmar Margotto, Provedor em 2001, foi incansável no seu apoio.

Merece registro, também, a Professora Dra. Mércia Margotto, que como primeira Coordenadora do Curso de Medicina, reuniu uma equipe médica exemplar, que possibilitou a implantação do curso, o primeiro em uma instituição pública, depois da UFBA.

O Diretor-Médico à época era Paulo Bicalho, que integrou o corpo docente do Curso de Medicina e muito se empenhou para sua implantação.

Destaco primeiro, a Professora Margarida Cordeiro Fahel, Vice-Reitora da UESC, em dois períodos consecutivos, de 1996 a 2004, com quem compartilhei todas as lutas e todas as conquistas para a UESC. Além de Vice-Reitora, havia atribuições de acompanhamento de projetos importantes em desenvolvimento na UESC, que exigiam um olhar cuidadoso da administração superior.

Desde a antiga FAFI, Margarida Cordeiro Fahel foi Professora Titular de Literatura Brasileira.

Foi Coordenadora Editorial da Revista FESPI e da Revista Especiaria, periódicos científicos da Universidade.

No Conselho Estadual de Educação, CEE-BA, de 1998 a 2006, onde compunha a Câmara de Educação Superior, foi Vice-Presidente.

Margarida Cordeiro Fahel ocupa a cadeira nº 12 da Academia de Letras de Itabuna, ALITA.

É escritora, romancista. Tem várias obras publicadas, e aqui, eu destaco o romance A Casa da Esperança não era Verde, uma história ficcional, amparada em bases históricas, no que se refere ao tema, e que acompanha a humanidade em sua trajetória. O tema da orfandade ou da “pseudo-orfandade”. Neste romance percebemos inteligência, profunda sensibilidade e humanidade, qualidades que se parecem muito com as qualidades da autora.

Destaco o Professor Dr. Alessandro Fernandes, Reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz. Ele é poeta e sob seu comando caminha com galhardia a UESC, pela sua competência, desvelo e grande compromisso institucional.

Podemos dizer que tudo valeu a pena. A Região Cacaueira, embora com percalços econômicos, ostenta um dos seus grandes patrimônios: a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.

Na UESC, depositam seus sonhos 12.237 estudantes de graduação; 666 de pós-graduação, em nível de mestrado; e 481 estudantes de doutorado.

A UESC oferece 34 Cursos de Graduação, sendo 12 licenciaturas e 22 bacharelados.

Desenvolvem as atividades acadêmicas de Ensino, Pesquisa e Extensão 749 professores, sendo 549 doutores e 200 mestres.

Avaliada positivamente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação, a UESC tem, entre seus programas, um com nota 6 e oito programas com nota 5.

Trabalha com a universalidade do conhecimento, destacando-se, na pesquisa, com projetos importantes de inserção regional, sem perder a perspectiva dos temas globais.

Sua produção científica, em 2023, foi de 753 artigos e 390 Anais de Eventos.

Número de dissertações e teses defendidas nos Programas de Pós-Graduação da UESC: no mestrado 2904 e no doutorado 473.

Outro ponto a ser destacado na administração do Professor Alessandro Fernandes é o seu cuidado com a preservação da história e memória institucional, inaugurando na sua primeira gestão, uma galeria dos  ex-dirigentes da FESPI/UESC, ponto que considero relevante e uma importante responsabilidade social da Universidade.

Maria de Lourdes Netto Simões (Tica Simões) é pesquisadora e ensaísta, Doutora e Pós-Doutora em Literatura Comparada e Turismo Cultural (UNL, Portugal). Tem produção científica com livros, artigos e documentários na sua área de atuação.

Na nossa primeira gestão foi Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (1996/2000.) Coordenou o Programa de Absorção de Doutores (PAD), primeira política pública responsável pelo fortalecimento científico e tecnológico da UESC, importante responsabilidade social da Universidade.

Ao Programa de Absorção de Doutores somou-se o primeiro concurso público da UESC, exclusivamente, para mestres e doutores, com 150 vagas, considerado, à época, o maior Concurso Público Universitário no País. Esse concurso foi liderado pela querida Professora Norma Vídero, Pró-Reitora de Graduação, aqui presente, e pelos Departamentos da UESC.

Nesse período de 1996/2004, foi impulsionada a pós-graduação, implantando-se seis mestrados: Cultura e Turismo; Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente; Genética e Biologia Molecular; Zoologia Aplicada; Produção Vegetal; e Sistemas Aquáticos; e mais dois doutorados, os primeiros da UESC: Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente; e Genética e Biologia Molecular.

Maria Luíza Nora de Andrade é pedagoga, com área de concentração em Sociologia, Mestra em Cultura e Turismo. Foi a primeira Diretora da Editus, Editora Universitária, implantada na nossa gestão.  A Editus foi pensada não só para a produção acadêmica, sua principal missão, mas também para atender a escritores regionais.

Ruy do Carmo Póvoas é licenciado em Letras, Mestre em Letras Vernáculas, Doutor Honoris Causa pela UESC.

Na nossa gestão, Ruy do Carmo Póvoas fundou o Laboratório de Redação e o Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais – Kàwé, da Universidade Estadual de Santa Cruz, do qual foi coordenador durante dezesseis anos, sendo editor do Jornal Takada, do Caderno Kàwé e da Revista Kàwé.

Com vasta produção literária, que inclui prosa e verso, Ruy Póvoas ocupa a cadeira 18 da Academia de Letras de Ilhéus e é membro-fundador da Academia de Letras de Itabuna.

Em conformidade com as posturas sugeridas em nível nacional, a UESC manteve a política de participação dos Programas Extensionistas Interinstitucionais que estabelecem o intercâmbio entre o conhecimento científico e as práticas sociais, contribuindo com os processos de desenvolvimento humano, socioeconômico e cultural da sociedade sul-baiana.

Destaca-se a linha programática Extensionista “Cultura e Memória Social” com um trabalho coordenado pelo Centro de Documentação e Memória Regional – CEDOC, dirigido pela Professora Dra. Janete Macêdo, com doutorado na Universidad de León, na Espanha. A Professora Janete Ruiz de Macêdo é mais uma Alitana, aqui presente, e ocupa a cadeira número 39, na ALITA.

Na nossa gestão, o CEDOC, visando o resgate e preservação do patrimônio, realizou vários programas. Organizamos arquivos públicos de 23 municípios, e coordenamos as atividades do Centro de Documentação e Memória da Costa do Descobrimento, na cidade histórica de Porto Seguro, o Museu da Casa Verde, em Itabuna, em convênio com a Fundação Henrique Alves, e o Museu da Casa Colônia, em Porto Seguro.

Aqui, presente também a Professora Dra. Lurdes Bertol Rocha, geógrafa, e a Dra. Raimunda Alves Moreira de Assis, Professora Emérita da UESC, cuja área de atuação é a Educação.

É imensa a responsabilidade com a comunidade, porque não dizer grapiúna, que há alguns anos, me distinguiu com o título de Cidadã Itabunense.

Gostaria de Compartilhar com todos os meus colegas professores desta casa, os de ontem, e os de hoje, que com competência e idealismo dignificam o papel social da Universidade.

Aos meus Familiares Cláudio, Claudinha, Cyro, Luís Fernando e Isabel o meu eterno reconhecimento pela força, coragem e compreensão na caminhada profissional.

E a todos os demais membros da minha família, este é o legado que lhes ofereço, um trabalho apaixonante e profícuo para o bem da sociedade, aspiração de todo cidadão.

Concluo o meu pronunciamento com a voz de Cyro de Matos, primeiro Doutor Honoris Causa da UESC, título concedido em 19 de setembro de 2016.

Ele traz uma mensagem de esperança, no seu poema Eu creio nessa manhã. E a Cyro de Matos, Presidente de Honra desta Academia, quero expressar a minha profunda gratidão pela indicação do meu nome, aprovado, por unanimidade, pelos acadêmicos da ALITA, para ostentar tamanha honraria.

 

Eu creio nessa manhã

Cyro de Mattos

Por que os homens

Amam a droga

E não como a abelha

Os favos de mel?

Por que os homens

Amam as balas

E não a paz

Sem nenhum fuzil?

Por que os homens

Só enxergam o chão

E não a estrela

Em seus caminhos?

Por que os homens

Perfuram a rosa

Com a ponta aguda

E mais dura do espinho?

Viver amargos, sozinhos,

Viver nos escombros,

Viver na vida desigual,

É do que os homens gostam?

Mas eu creio nessa manhã

Anunciada pelo menino

Nascido na manjedoura.

No brilho dessa estrela

Espalhando o amor no chão.

Eu gosto de ouvir nesta hora

Essa canção que me afaga

Falando duma união geral,

Que viver vale a pena

Quando a vida é uma dança.

Com os homens como irmãos

No doce fruto da ternura,

No doce fruto da alegria

Sorrindo como criança.

Muito obrigada!

[i]  Renée Albagli Nogueira, Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia, Mestra em Gestão Universitária pela Universidade Estácio de Sá, Especialista em Gestão Universitária na DePaul University, Chicago. Especialista em Genética Molecular.

Discurso proferido em 11/10/24, na cerimônia de Outorga da Medalha Jorge Amado.

Notícia e fotos do Evento: https://academiadeletrasdeitabuna.com.br/2024/10/14/alita-homenagem-renee-albagli-e-a-santa-casa-de-misericordia-de-itabuna-com-a-medalha-jorge-amado/

DISCURSO DA PROFESSORA RENÉE ALBAGLI NOGUEIRA QUANDO DO RECEBIMENTO DA COMENDA JORGE AMADO, OUTORGADA PELA ALITA. Read More »