DISCURSO PROFERIDO NA SOLENIDADE DE LANÇAMENTO DA REVISTA GURIATÃ Nº 7. – Por Clóvis Silveira Góis Júnior

A cada lançamento de uma Guriatã, a sexta arte se enriquece. Aqui, a literatura grapiúna é representada por uma plêiade de intelectuais que, após imergirem em um processo cognoscitivo e sapiencial, exteriorizam, por meio da escrita, sua maneira de entender o mundo. Não o fazem apenas como forma de registro factual ou histórico, mas com elegância, espontaneidade, graça, estilo, suavidade e coesão. Os saberes alitanos são, assim, anualmente transmitidos a insignes e ávidos leitores — aqueles que não se satisfazem com escritos rasos, ordinários e transitórios.

A serventia de uma boa leitura é extraordinária: nutre o intelecto, regala o coração, acalenta a alma e promove agudeza de espírito. É quase um presente divino! Asseguro aos presentes que as confreiras e os confrades da Academia de Letras de Itabuna, cientes de tamanha responsabilidade — quase um sacerdócio —, continuam a produzir textos condizentes com essa expectativa. Sem falsa modéstia, o material publicado em nossa revista é a fina-flor da literatura sul-baiana.

Em tempos de leitura fast food, de textos rasteiros, de polarização política, de pensamentos engessados por ideologias, de extrema mornidão e acomodação intelectiva e de elogios à parvoíce, certamente o leitor da Guriatã assemelha-se a um tuaregue diante de uma cacimba de água fria.

A nossa revista é obra seminal da literatura grapiúna, servindo, inclusive, para estimular e moldar novos escritores, ao dar azo a criativas e refinadas produções.

Abarcando uma pluralidade de gêneros literários, as produções desta sétima edição são chanceladas por alitanos.

Publicamente, agradeço e enalteço a participação de Ceres Marylise, de Maria Luíza Nora (Baísa) e de Raquel Rocha, conspícuas alitanas que compõem o nosso Conselho Editorial.

Ceres,“compartilhar é palmilhar o mesmo caminho e chegar juntos ao destino desejado.” Baísa, “em cada entrega, reafirmamos nosso compromisso.”

Raquel, “acima de todas as liberdades, dê-me autonomia!”

Confreiras do Conselho Editorial, as palavras que lhes dedico são: compartilhar, entrega e autonomia

Desejo uma leitura proveitosa e prazerosa

 

Clóvis Silveira Góis Júnior

Diretor da Revista

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