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LANÇAMENTO DE LIVRO “A VIGÍLIA DOS PEIXES, POEMAS”, DE HELOÍSA PRAZERES 

Com a presença da autora e convidados, o lançamento acontece no dia 16 de março, quarta-feira

O Livros na Mesa, projeto da Academia de Letras da Bahia, acontece às quartas-feiras. Nesta, dia 16/03, a autora convidou Tica Simões (ALITA) e Aleilton Fonseca (ALB) para mediarem a conversa. Este é o quarto livro de poemas da autora, organizado em três partes – “nome de família”; “o tempo não detém a vida”; “nossa cabeceira. O encontro será realizado online, no dia16 de março às 19 horas, no canal da ALB no YouTube.
Heloísa Prazeres fez um movimento de leituras de poemas do livro, ao longo do verão. Vídeos / podcast, formatados por Tainá A. Henn, em homenagem a Jamison. O “Livros na Mesa” abrange lançamentos apresentações de livros já publicados, recentes ou antigos. O formato da apresentação varia, entre a conversa informal e a apresentação de palestras sobre a obra na mesa.
O projeto Livros na Mesa faz parte das iniciativas da Academia de Letras da Bahia na criação de eventos que promovem a aproximação das letras, das culturas e das artes com a sociedade. O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

CRÉDITOS DA OBRA

A vigília dos peixes, poemas
Capa: Daniel Prata
ilustração: Jamison Pedra
Editora: Scortecci
Ano: 2021/2022
Maria Mortatti, apresentação
Edilene Matos, Quarta capa
Aleilton Fonseca, Aba 1
Celina Scheinowitz, leitura crítica do poema Lenda

 

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Poesia de Cyro de Mattos inspirada em Terras da Espanha é Publicada pela Espelho d’Alma

A editora Espelho d’Alma, de São Paulo, acaba de publicar o livro Guitarra de Salamanca, de Cyro de Mattos, em edição português-espanhol, reunindo poemas inspirados em terras da Espanha, em especial Salamanca. O livro traz capa do desenhista baiano Ângelo Roberto, ilustrações internas de Miguel Elias, conhecido como o pintor espanhol dos poetas, tradução e prefácio da professora Doutora Raquel da Silva Ortega, da Universidade

Estadual de Santa Cruz.

Salamanca Cantante

Por Raquel da Silva Ortega

Paisagens, cores, sons, fragrâncias, sabores, memórias, afetos… são alguns elementos, sentidos e emoções que podem surgir quando visitamos outros lugares e conhecemos outros ambientes e outras pessoas. Viajar, percorrer novos caminhos, conhecer outras histórias são experiências que inspiram artistas e são transformadas em arte e poesia. A coletânea de poemas Guitarra de Salamanca, do prestigioso escritor itabunense Cyro de Mattos, tem duas protagonistas: a cidade de Salamanca (Espanha) e a sinestesia.

Na literatura, temos uma longa tradição de cidades como fonte de inspiração e de matéria narrativa. O exemplo mais conhecido talvez seja a obra As cidades invisíveis (1972), escrita por Ítalo Calvino. Neste livro, o autor cria um relato ficcional no qual Marco Polo descreve ao imperador Kublai Khan suas impressões das cidades que ele teria visitado. No entanto, essa descrição não é objetiva, pelo contrário, os diálogos entre Kublai Khan e Marco Polo poderiam ser classificados como uma narrativa afetiva, recuperada a partir da memória e de reflexões íntimas. No mesmo sentido, Cyro de Mattos traz um diálogo intimista com a cidade de Salamanca, em forma de poesia.

Como recurso expressivo, o poeta recorre à sinestesia. Como já indica o título — Guitarra de Salamanca — o autor nos transporta para o ambiente andaluz através da sonoridade dos poemas. O livro apresenta vinte e um poemas, divididos em quatro partes: Tocata com Alfredo Pérez Alencart, Andamento com seis atos, Fuga com três atos e Fechamento com três atos. A escolha dos títulos das divisões demonstra a busca pela sonoridade, uma vez que remetem às partes integrantes de uma peça musical.

 Nos poemas Jaqueline de Alfredo e Um Poeta Peruano-Espanhol vemos a celebração da amizade de Cyro de Mattos com Alfredo Pérez Alencart e sua esposa, Jaqueline. Pérez Alencart, poeta peruano-espanhol radicado há anos em Salamanca, é um dos principais nomes da poesia espanhola atual e a presença dos poemas que evocam esta amizade familiar coloca Guitarra de Salamanca em diálogo com a literatura espanhola.  Os poemas da segunda e da terceira parte exaltam grandes escritores que nasceram ou passaram por Salamanca/Toledo, partindo de nomes do Siglo de Oro como Góngora, Quevedo, Calderón de La Barca e Miguel de Cervantes, passando pela Generación del 98 com Miguel de Unamuno e adentrando no século XX com Rafael Alberti e Federico García Lorca. Ao mesmo tempo, Salamanca surge em toda sua magnitude: na evocação do ambiente acadêmico, nas suas paisagens, na arquitetura, nos seus caminhos. Aqui novamente percebemos a sinestesia: além da sonoridade, o sentido visual é amplamente provocado nestes poemas, em imagens reconstruídas a partir da memória afetiva do poeta.

Guitarra de Salamanca reafirma a importância da obra do escritor Cyro de Mattos, uma vez que seus poemas estabelecem o diálogo com a tradição das cidades como matéria literária, despertam diversas sensações e se aproximam de grandes escritores da literatura espanhola.

*Profa. Dra. Raquel da Silva Ortega,

 Universidade Estadual de Santa Cruz

— UESC (Ilhéus, BA, Brasil)

Ó Tu Salamanca

Cyro de Mattos

Na fachada de casas

e igrejas e edifícios

basta para entender

que se está na história.

Caminhar é a forma

 de descobrir segredos

de quem também sabe ser

contemporânea e jovem

com estudantes tantos

misturados na face agitada.

Quando a noite cai, luzes

Enchem a parte noturna,

Lugares em que o coração

Aprende que o amor

Se faz amando o mito

Que se apodera da alma.

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ALB abre homenagens à Semana de Arte Moderna.

O evento promove noite de palestras, poesia, música e mostra de artes visuais para celebrar o centenário da Semana de 22.

O novo projeto da Academia de Letras da Bahia, em homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna, acontecerá em duas noites, com convidados e participação do público. A primeira noite terá a coordenação da acadêmica Heloísa Prazeres e a segunda, no dia 12 de fevereiro, terá à frente o dramaturgo Gil Vicente Tavares. O evento online será no próximo sábado, 05 DE FEVEREIRO, às 19 horas, no canal da ALB no YouTube.

O encontro deste sábado será coordenado pela acadêmica Heloísa Prazeres, que, em nome da Academia, convidou as acadêmicas Edilene Matos e Lia Robatto e os acadêmicos Aleilton Fonseca e Ruy Espinheira Filho para palestras sobre poetas modernistas e um depoimento sobre espetáculos de dança. Do recital poético participam Consuelo Mascarenhas, Rita Santana, José Inácio, Wesley Correia e Thiago Pondé. Será exibido um vídeo clipe regido remotamente pelo músico e compositor Marcelo Delacroix, responsável pelo Grupo de Canto Sol de Si.

O público que irá acompanhar o programa do selo Sarau Poético, poderá fazer inscrição no link que será divulgado durante a transmissão; a pessoa inscrita receberá um e-mail com o link para participar. “Diante da nova escalada da Covid-19, é importante continuar com os eventos online para conter a propagação da variante, a celebração poético-literária foi concebida como uma forma de proporcionar informação artístico-cultural interativa com o público”, pontua Heloísa Prazeres, organizadora da primeira noite.

O selo Sarau Poético faz parte das iniciativas da Academia de Letras da Bahia na criação de eventos que promovem a aproximação das letras, das culturas e das artes com a sociedade. O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

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Missa de Sétimo Dia de Sônia Carvalho de Almeida Maron

A missa de sétimo dia da juíza Sônia Maron, ocorreu nesta segunda-feira, dia 27/12 às 18:00 na Catedral São José, igreja Matriz de Itabuna. A Celebração reuniu parentes e amigos para prestar, mais uma vez, homenagens a essa grande mulher.

Sônia Maron  está entre os fundadores da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), da qual foi presidente por dois mandatos.  Titular da cadeira 14  que tem a  escritora Valdelice Pinheiro como patrona.

Falecida no dia 21 de dezembro de 2021,  a Alitana recebeu homenagens de seus filhos Otávio César e Ana Clara, seus  netos Beatriz, José Ricardo e Yasmin, seu genro José Francisco e sua nora Ângela Cristina.  Representando a  ALITA,  escritor Cyro de Mattos e a cineasta Raquel Rocha,  estiveram presentes na celebração.

MENSAGEM
Mãe, Vó e amiga,
Mulher elegante, bela e guerreira, lutou sem receio pelo que amou e acreditou.
Estrela cadente que iluminou as nossas vidas, honra-nos e glorifica-nos essa passagem exitosa no plano terreno.
Hoje a dor física da sua ausência material nos entristece, mas sabemos que o retorno à morada eterna se fez necessário.
A Senhora cumpriu com louvor, dignidade e justiça sua passagem por nossas vidas.
Rogarmos a Deus que a acolha e eleve o seu espírito ao lugar de merecimento. Bençãos de Luz, Paz e vida eterna.
Amamos ontem, hoje, sempre e sublimaremos o seu legado.
Filhos, netos, nora, genro, familiares e amigos.
Sônia Carvalho de Almeida Maron
19/07/1940-21/12/2021

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Cid Teixeira e Sonia Maron- Um duplo adeus

Cid Teixeira e Sonia Maron

Um duplo adeus. Direito e História vivem em mútua influência, a ponto de Ortolan ter afirmado que todo historiador deveria ser jurista e todo jurista deveria ser historiador. É hora da despedida a quem tão bem contou nossa terra e nossa gente, detalhe por detalhe, cada esquina da velha Cidade da Bahia. Alves Velho ensina que dia a dia, à medida que nossos conhecimentos avançam, vamos encontrar escondidas, na antiguidade, as sementes de todas as novas ideias, que até agora nos haviam passado despercebidas. A querida professora Sonia Maron, imortal da Academia de Letras de Itabuna,  jurista do Direito Penal, ensinava e vivia tudo isso, exímia que era em Humanidades e na fluência elegante e simples das palavras. Vão-se duas referências da internacionalmente reconhecida dime nsão historiográfica que obteve a minha Hermenêutica da Desigualdade. É uma apertada síntese cheia de gratidão, saudade e reconhecimento. Trata-se de um duplo adeus.

TAURINO ARAÚJO

 

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Adeus à juíza Sônia Maron exalta mulher “à frente de seu tempo”

Por Celina Santos


Muitas são as referências a marcar a trajetória da juíza aposentada Sônia Carvalho de Almeida Maron, que faleceu às 11h15min de terça-feira (21), após lutar por três anos contra uma leucemia. Nascida em Itajuípe e moradora de Itabuna, ela deixa, em 81 anos de vida, o exemplo de empoderamento feminino. Aliás, muito antes de esse termo ser cunhado.

Dra. Sônia foi juíza do Tribunal de Justiça da Bahia por 35 anos, atuou em Salvador e em Itabuna, na 1ª e 2ª Vara Crime. Na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), lecionou no curso de Direito.

Já na esfera literária, foi uma das fundadoras da Academia de Letras de Itabuna (Alita), a convite do escritor Cyro de Mattos, contemporâneo dela. Ele usou as letras para despedir-se da amiga, a quem eleva votos de “merecido descanso na casa do pai eterno” (poema ao final desta matéria).

Amigo de infância, o médico João Otávio Macedo, carinhosamente chamado por ela de Tavinho, mostrava um olhar atento no velório – como se ali recordasse as brincadeiras compartilhadas e o visível afeto mútuo que demostravam. Ele também integra os quadros da citada entidade literária.

A atual presidente da Alita, Silmara Oliveira, atribui a “elegância e a competência como marcas indeléveis da querida confreira”. “Nos deixa saudades e gratidão de partilhar do seu convívio. Rogamos ao pai celestial que seja doce essa passagem e que sua família seja confortada pelo amor divino”, clama.

Mais manifestações de afeto

Outra confreira, a escritora Ceres Marylise também registra o carinho pela companheira de jornada. “Convivemos diariamente durante quase cinco anos. As horas alegres e prazerosas, cumplicidade e caminhada foram muitas. Que minha linda miss esteja descansando ao lado do Senhor!”, declarou.

Já o casal de vizinhos Rosana e Marcos Bandeira (ele também juiz aposentado e confrade), refere-se à moradora que os recebeu com flores, quando passaram a residir no mesmo prédio, no bairro Jardim Vitória.

Uma das últimas pessoas a servir uma refeição para Sônia, a cuidadora Célia Sousa falou da mulher autêntica, que era franca ao dizer às pessoas o que precisava ser dito. Ao mesmo tempo, sempre amorosa no convívio com todos.

Numa moção de pesar, o prefeito Augusto Castro mencionou Sônia Maron como um mulher de inteligência e cultura raras, elegante e de finíssimo trato. “A magistrada distribuiu Justiça ao longo de sua vida. Itabuna, a quem represento pela maioria da vontade de seu povo, lamenta sua morte”.

Uma legião de amigos e admiradores hoje compartilha a saudade vivida pelos filhos Otávio César e Ana Clara, mais os netos Beatriz, José Ricardo e Yasmin.

 

 

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Academia de Letras de Itabuna se despede de uma das suas fundadoras e ex-presidente Sônia Maron

Uma mulher firme, elegante, de olhar atento e raciocínio rápido. Em ligeiras palavras, assim era a juíza Sônia Carvalho de Almeida Maron, que faleceu na manhã desta terça-feira (21), em Itabuna. Aos 81 anos, a magistrada aposentada nasceu em Itajuípe e trilhou um sólido caminho nas esferas jurídica, acadêmica e literária.

Ela era uma das fundadoras da Academia de Letras de Itabuna (Alita), da qual foi presidente por dois mandatos e onde prezava pela valorização da tradição, da cultura e da educação neste município. Os amigos de infância, como o escritor e advogado Cyro de Mattos, lembram com carinho das histórias compartilhadas com Dra. Sônia. “Minha conterrânea que morava na rua do Quartel do Velho, onde moravam meus pais numa casa humilde. Ela merece o descanso na casa do pai eterno”, roga o escritor, também fundador da Alita.

A atual presidente da entidade, Silmara Oliveira, atribui a “elegância e a competência como marcas indeléveis da querida confreira”. “Nos deixa saudades e gratidão de partilhar do seu convívio. Rogamos ao pai celestial que seja doce essa passagem e que sua família seja confortada pelo amor divino”, clama.

O corpo dela será velado no SAF a partir das 17h30min e o sepultamento ocorrerá na manhã de quarta-feira (22).

Carreira eterna

 

Titular da cadeira 14 na Alita, cuja patronesse era a saudosa escritora Valdelice Pinheiro, Dra. Sônia era mestre em Direito Penal pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); foi professora da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e atuou como juíza no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-Ba) por mais de duas décadas. Neste período, atuou na 1ª e 2ª Vara do Júri, em Itabuna.

Afora a sala de aula, o vasto conhecimento dela foi compartilhado em palestras, artigos, bem como no livro “Legítima Defesa no Tribunal do Júri”.

Além da legião de amigos, deixa órfãos os filhos Otávio César, Ana Clara e três netos (Beatriz, José Ricardo e Yasmin).

Fonte: Diario Bahia- Celina Santos

Sonia Maron em ocasião da eleição da nova diretoria da Academia de Letras de Itabuna- ALITA.
Sonia Maron em ocasião da eleição da nova diretoria da Academia de Letras de Itabuna- ALITA.

 

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Sonia Maron em ocasião da posse dos novos membros da Academia de Letras de Itabuna- ALITA em 2013

 

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Sonia Maron no lançamento do primeiro número da Revista Guriatã da Academia de Letras de Itabuna- ALITA.

 

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Livro Canti della terra e dell’acqua de Cyro de Mattos

Editora na Itália Publica Livro de Cyro de Mattos

“Canti della terra e dell’acqua” é uma antologia do poeta Cyro de Mattos, reunindo 38 poemas, que foi publicada em final de  dezembro de 2011 pela editora Romar, de Milão, com seleção e tradução de Mirella Abriani. A tradutora já traduziu para o italiano Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade Com  esta antologia, Cyro de Mattos alcança a marca de cinco livros de poesia publicados no exterior, fato raro entre poetas baianos. Os outros livros são os seguintes: “Vinte Poemas do Rio”, edição bilíngüe, com tradução do poeta Manoel Portela para o inglês, e “Ecológico,  ambos editados pela Palimage, de Coimbra, Portugal; “Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte”, da Projekte-Verlag, Halle, Alemanha, com tradução de Curt Meyer Clason, e “Poesie della Bahia”, publicação da  Runde Taarn Edizoni, em Gerenzano (Varese), Itália, com tradução de Mirella Abriani.

A antologia “Canti della terra e dell’acqua” é constituída de quatro partes: Os Sinais da Terra, Águas do Rio, Alguns Bichos e Águas do Mar. No livro estão presentes poemas inspirados na infância, rio Cachoeira, bichos e meio ambiente.  Sobre o autor Cyro de Mattos disse Jorge Amado: “Cantor da terra e das águas. Cantor do amor. Pastor de diversos bichos. Tão esplêndido poeta, tão esplêndido ficcionista”. Já a escritora e professora Graziella Corsinovi, da Universidade de Genova, presidente do júri do XII Prêmio Internacional de Poesia Maestrale Marengo d’Oro, assim opinou: “Poesia do mais amplo horizonte histórico e existencial, que evoca mistérios da epopéia brasileira com grande poder de sugestão”.

 

 

Autor de 38 livros, com prêmios literários importantes, o escritor baiano (de Itabuna) Cyro de Mattos participa de várias antologias no exterior com poemas e contos, como “Der Alte Flub” , na antologia “Moderne Brasilianische Erzähler” (Modernos  Contistas do Brasil), Editora Walter, Alemanha/Suíça, 1968. Conto: “ O Velho e o Velho Rio”.Tradutor  Carl Heupel; “Starik e Staráia Reká”,  na antologia “K Iugu of Rio Grande” (Narradores da América Latina), Edições Molodáia Guardia, Moscou, 1973. Conto: “O Velho e o Velho Rio”. Tradutora Helena Riánzova; “Klagesang i Klippene”, na antologia “Latinamerikas Spejl” (Visões da América Latina), Editora Vindrose, Kopenhagen, Dinamarca, 1982. Novela: “Ladainha nas Pedras“. Tradutor Uffe Harder; “Cancioneiro 80”,  no  jornal “Letras & Letras”, n* 52, Porto, Portugal, 199l. Poemas: “Canção Ribeirinha”, “A Arara”, “Na Brisa”, “No Mar Enigma”, “Diante do Rio” e “A Águia”, foto do autor, seleção e  apresentação  de Ana Maria Saldanha Dias; “Contos Premiados no Concurso Joaquim Namorado”, Câmara Municipal de Figueira da Foz, Portugal, 1992. Conto “Berro  de  Fogo”, com o título “Olhos de Fogo”; “Antologia de Poesia Contemporânea Brasileira”, organização de Álvaro Alves de Faria, Editora Alma Azul, Coimbra, Portugal, 2000. Poemas: “Mar de Fernando Pessoa” e “Soneto Agônico do Cacau”; ”Poesia do Mundo/3”, antologia bilíngüe, organização de Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, Edições Afrontamento, Porto, Portugal, 2001, reunindo poetas de dezesseis países. Poemas “ Versinverse in the Flora” (Do Versinverso da Flora) e “Dead River” (Rio Morto). Tradutor Manuel Portela; “Beacons”, revista da Associação de Tradutores Americanos e do Departamento de Inglês  da Faculdade  Estadual de  Plattsburgh, Nova York, número 9, 2003, reunindo poetas de  treze países. Poemas “Da Parição” (Giving Birth” e  “Antemanhã” (Pre-Dawn). Tradutor Fred Ellison; “Poetas Revisitam Pessoa”, organização de João Alves das Neves, reunindo cinqüenta poetas de Portugal e Brasil, Universitária Editora, Lisboa, 2003. Poema: “Mar de Fernando Pessoa”;  “Saudade”, revista de poesia dirigida por Antonio José Queirós, número 3, reunindo poetas de  dez  países, Amarante, Portugal, 2000. Poema : “Mar Morto”; “Poème Blanc”, em “Cahiers de Poésie JALONS”, número 84, Vichy, França, 2006. Tradutores  Christiane e Jean-Paul Mestas; “A Minha Vida É Uma Memória”, Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, 5* Concurso Poético, Instituto Piaget, Almada, Portugal, 2005. Poema: “O Menino e o Mar”; “Antologia di Natale di Pace e D’Amore”, organização de Marco Delpino,  Editora Tigullio Bacherontius, Santa Margherita Ligure, Itália, 2006. Conto: “Natale dei Bambini Neri”, tradução de Mirella Abriani; “Saudade”, revista de poesia, número 8, reunindo poetas de quatro países, Amarante, Portugal, 2006. Poema: “Poemeto do Pintor”; “Revista Oficina de Poesia”, números 8 e 9, edição comemorativa de dez anos de existência, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Palimage Editores, Viseu, Portugal, 2007. Poemas: “Os Ventos Gemedores” e “Campeio”; “The Dirty Goat”, revista de arte e literatura, número 17, editada por Joe Bratcher e Elzbieta Szoka, reunindo poetas de onze países, Host Publications, Austin, Texas, 2007. Poemas “Rio Definitivo”, “Canção Ribeirinha”, “Canoa”, “Soneto do Rio Cachoeira”, “Águas” e “Anotações sobre o Rio”. Tradutor Fred Ellison; “Saudade”, revista de poesia, número 9, reunindo poetas de  quatro países, Amarante, Portugal, 2007. Poema: “Olímpico”. Participa também de várias publicações das revistas eletrônicas “Ilha Negra”, patrocinada pela Unesco, editada por Humberto Impaglione, na Espanha,  e  “Poesie pour tous”, editada por Pedro Viana, na França.

 

Fonte: Revista Lusofonia

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Academia Brasileira de Letras lança Dicionário da Língua Portuguesa on-line

A partir de 7 de dezembro, site ganhará todo mês uma nova seleção de verbetes, que contará ainda com a participação dos usuários

A Academia Brasileira de Letras apresenta os primeiros verbetes do Dicionário da Língua Portuguesa (DLP), disponível exclusivamente em versão on-line no site da Instituição, para que o público conheça a obra e acompanhe a sua construção, de forma transparente e interativa. Inicialmente, serão apresentados os primeiros verbetes de A a Z. O acesso será amplo e gratuito, em constante atualização, acompanhando a evolução do idioma. Todo mês, a partir de 7 de dezembro, o site ganhará uma nova seleção de verbetes, ampliando a abrangência lexical da obra. O objetivo é oferecer um dicionário sincrônico, funcional e democrático, feito com os falantes do idioma e para eles. Estima-se o registro de 200 mil entradas e subentradas. O projeto é do Acad&ec irc;mico Evanildo Bechara, presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL.

O dicionário contará ainda com a participação dos usuários. Futuramente, o site abrirá espaço para que o público possa sugerir palavras e significados, a serem avaliados pela equipe de lexicógrafos. O intuito é que a obra acolha criteriosamente diferentes matizes linguísticas e atualizações nas diversas áreas do conhecimento, sobretudo para cobrir as variantes semânticas, conforme o melhor emprego do idioma em cada região do país. Em breve as entradas do DLP também estarão disponíveis na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

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O PALHAÇO COCADA FOI EMBORA – Cyro de Mattos

Recebo do Conselho de Cultura de Itabuna a notícia desagradável.
A nota de pesar diz que lamenta profundamente o falecimento, nesta data de 1º de dezembro de 2021, de Raimundo Maia, agente de cultura que atuou no cenário grapiúna como ator, humorista, cantor, compositor, músico, instrumentista, artesão.

Despontou, sobretudo, como o famoso “Palhaço Cocada”, fosse realizando os seus shows, apresentando programa de TV, de rádio ou como garoto propaganda de vários empreendimentos empresariais, levando alegria, risadas, promovendo o que de melhor um artista nato pode fazer pela humanidade: a felicidade, o sorriso farto, solto e verdadeiro.

Palhaço Cocada entra para o rol dos grandes nomes que contribuíram, com o seu trabalho, para o enriquecimento da cultura itabunense.

Que Deus misericordioso receba o seu espírito em luz, ao tempo que dê força, resignação e compreensão aos amigos e familiares para que esse momento de profunda tristeza esteja transformado, com o tempo, na saudade mais macia que pede seja sentida por um ser humano que dedicou a sua vida a tornar melhor o dia a dia do povo.

Comento a notícia dada pelo presidente do Conselho de Cultura, Egnaldo França, ativista cultural no universo do negro afrodescendente, pelas terras de Itabuna.  O Palhaço Cocada, além de ser um poeta do riso no trânsito da vida, um artista múltiplo da cultura, era um homem simples, de bom coração. Sem ele, a vida fica privada de quem fazia do mundo uma criança com palhaço e lambança. Certamente vai fazer nos céus dos céus que os anjos se esbanjem na risada.

Também rogo a Deus, nosso pai eterno, que o receba para a morada alegre da paz. Sempre soube que o mundo encanta quando é feito em momentos ricos quando nos oferta a beleza do braço ao abraço, do sentido com o riso, da flor quando se entreabre na planta. E assim, no curso da beleza inexplicável da vida, tudo de bom nos oferece de graça, não quer nada em troca, a não ser o amor, nosso sentimento mais forte.

 

 

 

 

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