DISCURSO DE AGRADECIMENTO PELA HOMENAGEM – Por Clodovil Soares

Ilustríssima Senhora Raquel Rocha, digníssima Presidente da Academia de Letras de Itabuna,

Ilustríssimo Senhor Cyro de Mattos, nosso admirável Presidente de Honra,

Confrades e confreiras desta respeitável Academia de Letras, demais autoridades presentes,

Senhoras e senhores,

Recebo esta homenagem, nesta noite, com um sentimento profundo de gratidão, de humildade e, acima de tudo, de responsabilidade.

Gratidão, porque ser reconhecido por uma instituição da grandeza moral e intelectual da Academia de Letras de Itabuna representa muito mais do que uma honraria; representa um gesto que toca o espírito de quem acredita que servir à vida pública é também servir à memória, à identidade e à alma do seu povo.

Humildade, porque sei que nenhum homem constrói nada sozinho. Cada conquista nasce do diálogo, da confiança e da união de pessoas que acreditam em uma mesma causa.

E responsabilidade, porque toda homenagem verdadeira não apenas reconhece o passado, mas também nos lembra do compromisso que temos com o futuro.

A aprovação do título de utilidade pública da ALITA na Câmara Municipal foi, para mim, mais do que um ato administrativo ou legislativo. Foi um ato de justiça!

Justiça para com uma instituição que há tantos anos se dedica a preservar aquilo que nenhuma cidade pode perder: sua cultura, sua literatura, sua memória e a identidade da sua gente.

Graças a vocês, Itabuna não é só “a cidade do cacau”; é a cidade das letras que unem! Em tempos de divisões — políticas, sociais e digitais —, a ALITA é o antídoto. É reconhecer que a ALITA presta um serviço essencial: educa, emociona, une e promove cultura! A ALITA incentiva o surgimento de mentes brilhantes no desafio do rigor acadêmico — quando promove seminários sobre literatura grapiúna e organiza oficinas para jovens —, ao mesmo tempo em que conquista corações com a poesia, fazendo chorar e rir a alma e a essência do seu povo.

Uma cidade não é feita apenas de ruas, de prédios ou de praças. Uma cidade é feita de histórias. É feita de vozes. É feita de pessoas que escrevem, pensam, ensinam e inspiram.

E a ALITA tem sido exatamente isso: um farol cultural para Itabuna.

Ao longo de sua trajetória, esta Academia tem mantido viva a chama da palavra em um tempo em que, muitas vezes, o silêncio da indiferença ameaça apagar aquilo que é mais nobre em uma sociedade: o pensamento.

Por isso, quando esta Casa buscou o reconhecimento público que lhe era devido, eu compreendi imediatamente que não se tratava apenas de aprovar um projeto. Tratava-se de reconhecer oficialmente o valor de uma instituição que já era valiosa há muito tempo no coração da nossa cidade.

Quero aqui expressar minha admiração à Presidente Raquel Rocha, cuja liderança firme, sensível e determinada foi essencial para que esse momento pudesse acontecer.

Sua dedicação à cultura itabunense demonstra que a verdadeira liderança não é aquela que apenas ocupa um cargo, mas aquela que inspira uma missão e busca cumpri-la.

Quero também render minha mais sincera reverência ao mestre Cyro de Mattos, uma das maiores referências literárias do nosso país. Sua trajetória ultrapassa as páginas dos livros.

Sua vida se tornou um capítulo importante da própria história cultural de Itabuna. Escritores como Cyro de Mattos não apenas escrevem palavras — escrevem um legado!

E, quando uma cidade aprende a honrar seus mestres, ela demonstra maturidade para construir um futuro melhor.

Aos confrades e confreiras desta Academia, quero dizer que esta homenagem me toca profundamente porque vem de mulheres e homens que dedicam suas vidas à inteligência, à arte e à preservação da nossa identidade coletiva.

Receber o reconhecimento de vocês é algo que levarei comigo com enorme honra.

Saibam que meu mandato continuará sempre de portas abertas para esta Academia e para todos os projetos que a impulsionam. Porque acredito que a alocação de recursos em cultura não é gasto. É investimento em consciência. É investimento em educação. É investimento em cidadania. É investimento em humanidade.

Uma sociedade que valoriza seus escritores valoriza seu pensamento. Uma sociedade que valoriza seus poetas valoriza sua sensibilidade. E uma sociedade que valoriza sua memória constrói seu futuro com mais dignidade.

Hoje, recebo esta homenagem não como um ponto de chegada. Recebo-a como um chamado para continuar e prosseguir defendendo aquilo que eleva a nossa cidade, que fortalece a identidade do nosso povo. Por isso, continuarei servindo com seriedade, com respeito e com amor por Itabuna.

Quero encerrar dizendo que existem homenagens que ficam na parede. Mas existem homenagens que ficam na alma. E esta, sem dúvida, ficará guardada em meu coração.

Parabéns, ALITA, pelos seus 15 anos! Avante, ALITA! Avante, Itabuna!

Muito obrigado a todos!

 

 

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